25 anos do 11 de Setembro: o dia que mudou o mundo
Uma manhã de céu aberto nos Estados Unidos se transformou em uma sequência de ataques que atingiu Nova York, Washington e a Pensilvânia e deixou marcas que atravessaram gerações
Imagem: Library of Congress Prints and Photographs Division
Os Estados Unidos lembram nesta sexta-feira (11) os 25 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001. Naquela manhã, 19 integrantes da al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais e os utilizaram nos ataques contra alvos em Nova York, na região de Washington e na Pensilvânia.
Ao todo, 2.977 pessoas morreram, sem incluir os 19 sequestradores. Entre as vítimas estavam passageiros e tripulantes das aeronaves, trabalhadores dos edifícios atingidos e profissionais que atuaram nas operações de emergência. As vítimas eram de 90 países.
A sequência começou pouco antes das 9h em Nova York e se estendeu por menos de duas horas. Nesse intervalo, as Torres Gêmeas foram atingidas e posteriormente desabaram, o Pentágono foi atacado e o voo 93 caiu em uma área rural da Pensilvânia.
Como foram os ataques
O primeiro avião sequestrado foi o American Airlines Flight 11, que havia partido de Boston com destino a Los Angeles. Às 8h46, a aeronave atingiu a Torre Norte do World Trade Center, em Manhattan.
Dezessete minutos depois, às 9h03, o United Airlines Flight 175 atingiu a Torre Sul. As duas aeronaves haviam sido desviadas de suas rotas originais após serem tomadas pelos sequestradores.
Às 9h37, o American Airlines Flight 77 atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, localizado em Arlington, na Virgínia.
O quarto avião, o United Airlines Flight 93, também havia sido sequestrado. Passageiros e tripulantes souberam, durante o voo, que outras aeronaves haviam sido usadas nos ataques. Eles tentaram retomar o controle do avião.
Às 10h03, o voo 93 caiu em uma área próxima a Shanksville, na Pensilvânia. As 40 pessoas que estavam a bordo, sem contar os quatro sequestradores, morreram.
World Trade Center, 25 anos do maior atentado terrorista da História dos Estados Unidos.
O impacto dos aviões provocou incêndios e danos estruturais nas Torres Gêmeas. Às 9h59, a Torre Sul desabou. Vinte e nove minutos depois, às 10h28, a Torre Norte também caiu.
As duas estruturas faziam parte do complexo do World Trade Center, no sul de Manhattan. O local passou a ser conhecido como Ground Zero durante as operações de resgate e recuperação.
Segundo o Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro, 2.753 pessoas morreram em Nova York. Outras 184 morreram no ataque ao Pentágono e 40 estavam no voo 93.
Entre os mortos estavam mais de 400 profissionais de emergência, incluindo bombeiros e policiais. O FBI registra ainda que quase 3 mil crianças perderam pelo menos um dos pais nos ataques.
A identificação dos mortos no World Trade Center continua em 2026. Em agosto, o Instituto Médico Legal de Nova York anunciou a identificação de uma mulher cujos restos mortais haviam permanecido sem identificação durante 25 anos.
O caso foi o primeiro a utilizar a chamada genealogia genética forense para identificar uma vítima do 11 de Setembro. Com a nova identificação, chegou a 1.654 o número de vítimas identificadas entre as 2.753 pessoas mortas em Nova York.
Ainda existem 1.099 vítimas sem identificação, o equivalente a cerca de 40% dos mortos no World Trade Center. O trabalho continua com o uso de novas técnicas de análise genética e a revisão de materiais recuperados desde os ataques.
Além das mortes ocorridas em 11 de setembro, milhares de pessoas que estiveram expostas à poeira e aos destroços desenvolveram problemas de saúde nos anos seguintes. O FBI informa que muitos profissionais que trabalharam nas áreas atingidas continuam enfrentando consequências relacionadas à exposição durante as operações de resgate e limpeza.
Memorial do 11 de Setembro, em Nova York, reúne nomes das vítimas dos ataques de 2001 e recebe homenagens 25 anos após os atentados – Foto: US Media Library
O que aconteceu depois dos atentados
Os ataques provocaram mudanças nas políticas de segurança dos Estados Unidos. Entre elas esteve a criação do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (Department of Homeland Security), em 2002.
Na área internacional, os atentados foram seguidos pela operação militar liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão, iniciada em outubro de 2001. Em 2003, os Estados Unidos invadiram o Iraque, em um conflito que ocorreu posteriormente e teve outras justificativas apresentadas pelo governo americano.
Os ataques também provocaram alterações em procedimentos de segurança aeroportuária, políticas de inteligência e ações de combate ao terrorismo. O FBI afirma que sua investigação sobre o 11 de Setembro foi a maior já realizada pela agência.
Como os 25 anos são lembrados
Em Nova York, a cerimônia oficial dos 25 anos ocorre no Memorial do 11 de Setembro. Familiares das vítimas participam da leitura dos nomes das pessoas mortas nos ataques de 2001 e no atentado ao World Trade Center de 1993.
A programação de 2026 inclui sete momentos de silêncio. Os horários correspondem aos principais acontecimentos daquela manhã, como os impactos dos aviões, a queda das duas torres, o ataque ao Pentágono e a queda do voo 93. Um dos momentos foi acrescentado para homenagear pessoas que morreram posteriormente em decorrência de doenças e ferimentos relacionados ao 11 de Setembro.
As cerimônias também ocorrem no Pentágono e no Memorial Nacional do voo 93, na Pensilvânia. Em Nova York, a programação começou às 8h30, com o primeiro momento de silêncio marcado para 8h46, horário em que o voo 11 atingiu a Torre Norte.
A data de 11 de setembro de 2026 marca, portanto, um quarto de século desde os ataques. As homenagens mantêm a leitura dos nomes das vítimas e os registros dos horários dos atentados como parte da programação oficial de memória.
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