Secretário do DF destaca transformação do déficit para superávit em 5 meses
Entrevistado do podcast Papo Xadrez, o titular da pasta da Economia do Governo do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, prevê fechamento de ano com superávit primário de R$ 3 bilhões no Palácio do Buriti
O secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, afirmou, em entrevista ao podcast Papo Xadrez, do Grupo O HOJE, que o Governo do Distrito Federal (GDF) tem previsão de fechar o ano com um superávit primário de pelo menos R$ 3 bilhões. A declaração foi dada ao jornalista Wilson Silvestre em Brasília.
Valdivino explica que em março o déficit primário era de R$ 1,9 bilhão, que foi transformado em um superávit de aproximadamente R$ 1 bilhão em apenas cinco meses. O secretário ressalta que houve uma “gestão fiscal rígida e com critérios bem definidos” para que a governadora Celina Leão (PP) não fechasse o ano com déficit.
O titular da Economia destaca que a chefe do Executivo do DF “quase triplicou os gastos com o investimento”. De acordo com Valdivino, o resultado do segundo quadrimestre será divulgado na próxima semana.
“À medida que você corta despesas supérfluas, começa a sobrar dinheiro. Ela começa a ter a oportunidade de fazer obras. E, com isso, as despesas de investimento já mais do que triplicaram em relação ao primeiro quadrimestre. Isso é um dado econômico saudável. Isso é um resultado fiscal muito saudável, porque você troca custeio, às vezes custeio o supérfluo, por investimentos”, explica.
Investimentos
Nesse cenário, o secretário afirma que o orçamento de despesas será reduzido, o que vai gerar sobras, assim, com maior fatia para investimentos: “Nós fizemos uma reunião com a nossa equipe de orçamento e definimos que, no orçamento que vamos mandar para o ano que vem à Câmara, teremos, no máximo, 82% de despesas correntes, despesas de custeio. O GDF vinha há três anos gastando 97%, 98% do seu orçamento em despesas correntes, sobrando 2% somente para investimentos ou inversões financeiras”.
Dessa forma, o volume anual de recursos destinados a investimentos e inversões financeiras será elevado para 18%. Valdivino aponta que devido à gestão fiscal, em uma eventual reeleição de Celina, o governo será mais realizador. “A governadora tem projetado investimentos para estender a linha de metrô. Está querendo expandir em Sobradinho, está querendo expandir metrô para Santa Maria, para o Gama e, consequentemente, também para a Asa Norte”, salienta.
Capacidade de pagamento
Outro tema discutido pelo titular da Economia foi a busca pelo aumento da Capacidade de Pagamento (Capag), que é o indicador que avalia a situação fiscal do Distrito Federal, Estados e municípios que querem contrair novos empréstimos com garantia da União. Atualmente, o GDF possui nota C na Capag.
“Como o Ministério da Fazenda calcula a Capag por exercício fechado, e agora soltou o de 2025, a Capag vai ser calculada a partir de março do ano que vem com os resultados fechados de 2026. E eu quero fechar os resultados de 2026 com o Capag AAA [ou A+]”, ressalta.
Ao atingir a nota desejada, Valdivino destaca que “as portas vão nos abrir para buscar recursos tanto no exterior quanto na economia interna para complementar o orçamento em termos de investimentos”.
Saúde
O secretário enfatiza que a falta de gestão na saúde, “de uma forma geral”, é um problema no Brasil inteiro. Nesse contexto, a melhora no atendimento do DF atrai os moradores das cidades vizinhas. “O que é importante na saúde é que, quanto mais se melhora o seu atendimento, mais gente de outros Estados, de outros municípios procura o serviço.”
Valdivino pontua que, para qualquer governo, a saúde é sempre um desafio a ser encarado de frente. “Quanto mais excelente é o seu serviço, quanto mais excelência você tem em um serviço de saúde, mais demanda e mais custo você tem. O volume de recursos para saúde é bom.” De acordo com o secretário do GDF, é preciso sempre melhorar a gestão na saúde, independente da situação.
O titular da Economia explica a busca pela melhor excelência possível na gestão da saúde. “Nós temos aqui a Secretaria de Economia ajudando muito a Secretaria de Saúde para melhor direcionar seus recursos e, como você vinha de muito tempo com precariedade no atendimento, há um acúmulo de atendimentos e que essa demanda reprimida só vai resolver com mais tempo. Imagino que neste ano a governadora consegue reduzir bastante essa defasagem de atendimento. E sendo eleita para o segundo mandato, Celina pode, já a partir de janeiro, ter uma excelência melhor no serviço de saúde prestado.”
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