segunda-feira, 14 de setembro de 2026
MORAR EM GOIÂNIA

Marista ou Centro? Diferença no preço do imóvel chega a 40% em Goiânia

Levantamento mostra metro quadrado a R$ 11.369 no Setor Marista e a R$ 6.727 no Setor Central

Bia Salespor em
Marista ou Centro? Diferença no preço do imóvel chega a 40% em Goiânia
(Foto: Joabe Mendonça)

O bairro escolhido pode alterar significativamente o valor necessário para comprar um imóvel em Goiânia. Dados do Índice FipeZap de julho de 2026 mostram que a diferença no preço médio do metro quadrado entre o Setor Marista e o Setor Central chega a 40,83%.

No Marista, primeiro bairro da lista apresentada pelo levantamento, o metro quadrado foi anunciado por R$ 11.369. No Setor Central, que aparece na última posição, o valor ficou em R$ 6.727. O índice considera anúncios de imóveis em 56 cidades brasileiras, entre elas as principais capitais do país.

De acordo com o especialista em mercado imobiliário e sócio-diretor da URBS Imobiliária, Ricardo Teixeira, essa diferença está relacionada às facilidades oferecidas por cada região. A presença de infraestrutura, serviços, bons acessos e opções de lazer interfere na rotina dos moradores e, consequentemente, no preço das propriedades.

Parques, praças, shoppings e outros espaços de convivência estão entre os equipamentos mais procurados. Por reunirem boa parte dessa estrutura, bairros tradicionais e já consolidados tendem a apresentar preços mais elevados. “A tendência é de que os bairros consolidados continuem valorizando em escala maior na medida em que aumenta a escassez de terrenos para a construção de casas e prédios, especialmente em Goiânia, que vive uma fase de crescimento populacional”, afirma Ricardo.

Regiões vizinhas podem custar menos

Quem deseja morar perto dos setores mais valorizados, mas não consegue ou não pretende pagar os preços dessas áreas, pode avaliar bairros vizinhos. Segundo o especialista, essas regiões permitem acesso relativamente próximo à infraestrutura dos setores tradicionais, mas podem oferecer imóveis por valores mais acessíveis.

Um exemplo citado por Ricardo é o Setor Pedro Ludovico. Outra possibilidade é procurar regiões que estejam passando por transformações urbanas. Nesses casos, melhorias anunciadas ou mudanças nas regras de ocupação podem contribuir para a valorização futura dos imóveis.

O especialista menciona o Setor Serrinha, que passa por uma revitalização com o anúncio da implantação do Parque da Serrinha. Ele também cita o Jardim América, onde a construção de prédios foi recentemente liberada, criando a possibilidade de surgirem novas oportunidades imobiliárias.

O que observar antes da compra

Bairros novos e mais afastados também podem oferecer preços menores e maior valorização ao longo do tempo. A diferença é que o retorno pode demorar mais para aparecer. Antes de assinar o contrato, a recomendação é analisar o projeto viário e urbanístico do município. A previsão de transporte público e de novos equipamentos urbanos pode indicar que determinada região tem potencial de desenvolvimento imobiliário.

A decisão também deve considerar a fase de vida do comprador. Uma pessoa jovem pode preferir um apartamento menor ou adquirir um lote para construir no futuro. Já quem tem família pode precisar de um imóvel maior e de uma localização que facilite imediatamente a rotina. Por isso, a melhor escolha não depende apenas do menor preço, mas também das necessidades atuais e dos planos de longo prazo.

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