“Não vamos deixar nem iniciar”, diz Paula Belmonte ao prometer cerco à grilagem no DF
Candidata defendeu planejamento urbano, habitação social, desburocratização e mais tecnologia na fiscalização durante sabatinas nesta terça-feira
A candidata ao Governo do Distrito Federal Paula Belmonte (PSDB) defendeu nesta terça-feira (15) maior rigor no combate às ocupações irregulares e um planejamento urbano capaz de ampliar a oferta de moradias legais no DF. As propostas foram apresentadas durante sabatinas na Associação Brasiliense de Construção (Asbraco) e no Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF).
Para Belmonte, o combate à grilagem e às ocupações irregulares precisa ocorrer antes que as construções avancem. A candidata afirmou que o poder público deve aliar fiscalização, tecnologia e oferta de alternativas habitacionais para evitar que famílias recorram a áreas sem infraestrutura.
“Precisamos orientar as pessoas e, ao mesmo tempo, oferecer alternativas. É muito melhor ter acesso a uma área regular, planejada, com saneamento, escola e hospital, do que ocupar uma área irregular e passar 20 anos esperando pela casa própria e pelos serviços públicos”, afirmou.
A tucana também defendeu o uso de tecnologia para identificar e impedir novas construções irregulares desde o início.
“Não é que a gente queira derrubar, a gente não vai deixar nem iniciar. E para isso a gente precisa trazer tecnologia”, pontuou.
Habitação social
Durante as sabatinas, a candidata também destacou a necessidade de ampliar a oferta de habitação popular. Ela citou um déficit estimado em 104 mil moradias no Distrito Federal e criticou o baixo número de unidades entregues recentemente.
Segundo a candidata, a habitação social deve ser uma das prioridades de uma eventual gestão.
“No nosso governo, esse é o momento mais esperado, que é a oferta de habitação, oferta de habitação social para que as pessoas tenham o seu lugar aonde morar, ter seu endereço, poder construir sua família”, disse.
Construção civil e desburocratização
Belmonte também apresentou propostas voltadas ao setor produtivo e à construção civil, com foco na redução da burocracia e no aumento da transparência nas obras públicas.
Entre as medidas defendidas está a criação de uma tabela específica da construção civil para o Distrito Federal. A candidata argumentou que as tabelas utilizadas atualmente apresentam defasagens e não acompanham com rapidez as mudanças nos custos do setor.
A tucana também defendeu a redução da intervenção estatal, a utilização de tecnologia na gestão pública e uma atuação mais próxima da Terracap com o setor produtivo e a população. Para a candidata, a combinação entre planejamento urbano, fiscalização e desburocratização pode estimular a construção civil, ampliar a geração de empregos e facilitar o acesso da população à moradia regular.
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