Polícia mira esquema de notas falsas ligado a supermercados de Jataí
Operação mira esquema que teria causado prejuízo de R$ 23 milhões em Goiás
A Polícia Civil de Goiás deflagrou a Operação Crédito Fantasma para investigar um suposto esquema de sonegação de impostos e emissão de notas fiscais fraudulentas por meio de empresas de fachada. Segundo as investigações, a fraude teria causado um prejuízo superior a R$ 23 milhões aos cofres públicos estaduais. O principal alvo da apuração é uma rede de supermercados sediada em Jataí, no sudoeste goiano. De acordo com a Polícia Civil, o grupo teria utilizado diferentes pessoas jurídicas de fachada, conhecidas como “noteiras”, para simular operações comerciais e obter créditos indevidos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
As investigações apontam que cerca de dez empresas suspeitas emitiram notas fiscais que, juntas, somam aproximadamente R$ 154 milhões. A emissão desses documentos teria possibilitado a geração dos créditos tributários considerados irregulares pelos investigadores.
A operação é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), com a participação de policiais civis de Rio Verde e o apoio de auditores fiscais da Secretaria de Estado da Economia de Goiás.
Mandados em Goiânia e Jataí
Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais localizados em Goiânia e Jataí. Escritórios de contabilidade também estão entre os locais incluídos nas diligências.
O objetivo das buscas é localizar e apreender dispositivos eletrônicos, documentos contábeis e outros materiais que possam contribuir para esclarecer como o suposto esquema funcionava e quem teria participado das operações investigadas.
A força-tarefa mobilizou 90 policiais civis, além dos servidores da Secretaria da Economia. Os auditores fiscais deverão analisar os materiais recolhidos e realizar uma auditoria para calcular o valor total que teria sido sonegado.
Os investigados poderão responder por crimes contra a ordem tributária, previstos no artigo 1º, incisos I e II, da Lei nº 8.137/1990; falsidade ideológica, descrita no artigo 299 do Código Penal; e associação criminosa, prevista no artigo 288.
A Polícia Civil não informou os nomes da rede de supermercados, das empresas investigadas ou das pessoas relacionadas ao caso. A apuração continua para verificar a extensão da fraude e confirmar o valor total do prejuízo causado ao Estado.
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