Romeu Zema avalia desistir da disputa presidencial a poucos dias da eleição
A possibilidade é discutida dentro do Novo após desistência de Ricardo Salles e manifestações por união de candidaturas
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) avalia retirar sua candidatura a menos de uma semana do primeiro turno. A possibilidade é discutida pela equipe do ex-governador de Minas Gerais e pela direção nacional do partido, que ainda analisam como a eventual decisão seria anunciada. Zema tem registrado menos de 5% das intenções de voto, segundo pesquisas citadas no debate interno do partido.
A discussão ganhou força após o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) anunciar nesta segunda-feira (28) a desistência da candidatura ao Senado por São Paulo para apoiar candidatos da chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Dentro do Novo, outros candidatos também passaram a defender a saída de Zema da corrida presidencial. Marina Helena, candidata em São Paulo, anunciou na semana passada apoio a Flávio. Em Minas Gerais, o candidato ao Senado Marco Antônio Superman também declarou apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pediu que Zema adotasse a mesma posição.
Pressão aumentou
A pressão aumentou nesta segunda-feira, quando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou a desistência de Salles e defendeu a união da direita na reta final da eleição. “A nossa parte nós estamos fazendo”, afirmou. Caso decida deixar a disputa, Zema deverá adotar discurso semelhante ao utilizado por Salles, argumentando que a retirada seria necessária para concentrar forças contra uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão, porém, ainda não foi anunciada oficialmente.
A candidatura de Zema também teve, desde o início, uma função relacionada à estratégia eleitoral do Novo. O ex-governador entrou na disputa, em parte, para contribuir com o desempenho do partido e ajudar as candidaturas à Câmara dos Deputados a superar a cláusula de barreira. Agora, a avaliação dentro da legenda é de que os candidatos a deputado federal já consolidaram suas campanhas e não dependeriam mais de uma candidatura presidencial para ganhar competitividade. A eventual retirada de Zema, portanto, passou a ser discutida na reta final da eleição.
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