Base governista articula para aumentar número de aliados na Assembleia Legislativa de Goiás
Parlamentares aliados do grupo palaciano já iniciaram as conversas com o partido Novo; PL segue indefinido
O governador reeleito Daniel Vilela (MDB) já possui uma base de apoio na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), tendo em vista os deputados estaduais eleitos no último domingo (4), no primeiro turno das eleições. No entanto, já existem articulações para que o grupo de aliados do emedebista seja expandido.
Uma das conversas é com o partido Novo. A legenda, que terá uma bancada na Alego pela primeira vez, elegeu dois deputados estaduais: Dr. Amarildo e Neto Karfan. Ao O HOJE, Amarildo explicou que já foi procurado por parlamentares aliados do grupo palaciano se há interesse da sigla em caminhar com Daniel em Goiás.
Segundo o recém-eleito deputado, há uma disposição do Novo em aderir à base do governo, mas que isso dependerá, sobretudo, das pautas que chegarão ao Legislativo goiano. “Isso vai depender da conduta do governador e principalmente das pautas que ele vai enviar durante seu governo. Mas sim, há um interesse [em compor a base]. Nosso adversário ideológico é o PT, não o Daniel”, diz Amarildo.
Amarildo ainda destaca que as conversas são iniciais, que ainda não houve um contato direto com chefe do Executivo estadual e que as sondagens se restringiram aos deputados da base. A bancada foi procurada por deputados que sinalizam a intenção de disputar a presidência da Alego.
O PL também segue indefinido. Houve uma aproximação do partido com o grupo governista após Daniel e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) declararem apoio ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. O senador e presidenciável esteve em Goiânia um dia depois do primeiro turno, na última segunda-feira (5), para receber apoio do grupo que chefia o Palácio das Esmeraldas.
Apesar disso, não há definição porque os cinco deputados estaduais eleitos pelo PL seguem em campanha por Flávio e o assunto só deve ser tratado após a eleição presidencial. O partido foi oposição no último governo Caiado e nos primeiros meses de gestão do emedebista.
Contra o Fundeinfra
Inclusive, o deputado estadual reeleito Eduardo Prado (PL) foi um dos principais opositores ao Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), conhecido como “Taxa do Agro”, que foi criado no fim de 2022 e extinta em março deste ano, na reta final do governo Caiado.
Uma aproximação do PL com Daniel é articulada pelo grupo do senador eleito Gustavo Gayer, pela deputada federal reeleita Magda Mofatto e pelo prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa. Na bancada do PL na Assembleia, Prado é ligado ao grupo de Wilder. Já Amauri Ribeiro, que chegou ao PL na janela partidária, é governista. O deputado esteve no União Brasil durante todo o segundo mandato de Caiado.
Atualmente, a base de Daniel possui 28 deputados estaduais. O grupo de aliados é composto por MDB, com 7 deputados; União Brasil, com 4; Mobiliza e PRD, com 3 cada; Agir, Podemos e PSD, com 2 cada; e PP, Republicanos e Solidariedade, com uma cadeira cada.
Os outros dois parlamentares da base são de partidos que não apoiaram Daniel na eleição. A cadeira do PSB, que apoiou Luis Cesar Bueno (PT) ao Governo do Estado, é ocupada por Rubens Marques. O deputado reeleito é declaradamente aliado de Daniel na Casa.
Compromisso com Daniel
O outro é o presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo (Cidadania). Ao O HOJE, o recém-eleito deputado estadual afirmou que já se comprometeu com o governador como aliado na Assembleia. Policarpo apoiou o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) na disputa pelo governo estadual, mas tinha um histórico de relação com a base.
O parlamentar integrava o grupo de aliados do Palácio e só chegou ao Cidadania, que é federado com o PSDB, no fim da janela partidária, após não ter encontrado espaço nos partidos de médio porte da base governista.
Se PL e Novo firmarem aliança com o governo, a base pode chegar a 35 deputados. Atualmente, só estão confirmados como oposição na próxima legislatura as bancadas do PT, que elegeu quatro deputados (Fabrício Rosa, Antônio Gomide, Kátia Maria e Bia de Lima), e do PSDB, com dois parlamentares (José Machado e Gustavo Sebba).
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