quarta-feira, 28 de outubro de 2026
saúde municipal

Maternidades de Goiânia registram 375 mil atendimentos após mudança na gestão

Unidades tiveram aumento de até 87,5% na oferta de serviços; balanço inclui consultas, partos, exames e atendimentos de urgência e emergência

Renata Ferrazpor em
Maternidades de Goiânia registram 375 mil atendimentos após mudança na gestão
Divulgação/SMS

As três maternidades municipais de Goiânia registraram 375.982 atendimentos em um ano após mudanças na gestão iniciadas em setembro de 2025. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o volume de serviços aumentou nas unidades, que oferecem consultas, partos, exames e atendimentos de urgência e emergência.

O Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI) contabilizou 307.097 atendimentos no período, alta de 44,3% em relação aos 212.866 registrados em 2024. Já a Maternidade Nascer Cidadão passou de 17.857 atendimentos, entre setembro de 2024 e agosto de 2025, para 27.641 após a mudança, crescimento de 54,8%.

No Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, foram 41.244 atendimentos após a alteração na gestão, contra 21.987 registrados entre fevereiro e agosto de 2025. O aumento foi de 87,58%. Os períodos de comparação variam conforme a unidade.

Unidades ampliam procedimentos

A Nascer Cidadão também aumentou a oferta de cirurgias eletivas, que passaram de 11, em 2024, para 198 após a mudança de gestão. As consultas com mastologistas subiram de 1.626 para 2.794.

No Dona Iris, foram implantadas cirurgias por videolaparoscopia e uma sala de parto humanizado, com cromoterapia e banheira. A unidade também registrou aumento no número de cesarianas, de 1.071 para 2.768, conforme os períodos considerados no balanço.

Os diretores das maternidades atribuem os resultados à reorganização dos serviços, à ampliação dos procedimentos e à atenção individualizada às pacientes.

Atendimento inclui mulheres estrangeiras

Desde agosto de 2025, o Hospital e Maternidade Dona Iris atendeu mais de 500 mulheres de outros países, incluindo pacientes de nações africanas, latino-americanas e europeias.

Apesar do crescimento informado pela SMS, o balanço divulgado não detalha os custos das mudanças na gestão nem apresenta dados comparativos sobre tempo de espera, qualidade da assistência ou resultados clínicos. Esses indicadores são importantes para avaliar se o aumento no número de atendimentos também representa melhora efetiva no serviço prestado às pacientes.

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