Operação mira grupo que usava redes sociais para vender drogas em Goiás
Polícia Civil cumpre 71 mandados em Goiás contra grupo suspeito de vender drogas pelas redes sociais. Divulgação alcançava menores
Um grupo investigado por vender drogas pelas redes sociais é alvo da 19ª fase da Operação Destroyer, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás nesta quarta-feira (28). A ação busca cumprir 36 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão em cinco municípios.
As ordens judiciais são cumpridas em Trindade, Goiânia, Goianira, São Luís de Montes Belos e Rialma. Batizada de Operação Excidium, a nova fase investiga uma organização suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Segundo a Polícia Civil, o grupo comercializava maconha, cocaína e skank. Os investigadores identificaram o uso de redes sociais para divulgar e vender os entorpecentes. Esse conteúdo alcançava mais de 15 mil pessoas, entre elas menores de idade.
A nova etapa é um desdobramento das operações Destroyer II – Delivery do Crime e Destroyer VII – Cobrança Final.
Suspeitos monitoravam viaturas
A investigação também identificou estratégias que, segundo a polícia, eram usadas para dificultar a atuação dos agentes. Entre elas estavam a troca frequente de números de telefone e o acompanhamento da movimentação de viaturas por grupos de mensagens.
A PCGO aponta ainda que o grupo proibia crimes patrimoniais nas áreas em que as drogas eram comercializadas. A prática foi identificada pelos investigadores como outra forma de tentar dificultar o trabalho policial.
Investigação também mira o dinheiro
Iniciada em 2023, a Operação Destroyer reúne investigações sobre diferentes integrantes das organizações, incluindo lideranças, fornecedores, distribuidores e operadores financeiros. Além das prisões, a estratégia procura atingir os bens e os recursos utilizados para sustentar as atividades investigadas. Segundo o balanço divulgado pela Polícia Civil, as 19 fases somam 393 prisões, 426 mandados de busca e apreensão e 952 ordens judiciais cumpridas.
O total de apreensões, sequestros e bloqueios patrimoniais chega a R$ 476 milhões.
*Essa notícia está em atualização.
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