Vacina contra vírus da bronquiolite está no SUS, mas gestantes ainda têm dúvidas
Pesquisa ouviu 530 grávidas e identificou dúvidas ou percepções equivocadas em 79% delas. Vacinação durante a gestação ajuda a proteger o bebê
A preocupação com a bronquiolite cresceu entre as gestantes brasileiras, mas o conhecimento sobre a prevenção ainda não acompanha esse movimento. Uma pesquisa com 530 grávidas, de 18 a 45 anos, identificou que 79% apresentaram ao menos uma dúvida ou percepção equivocada sobre o tema.
O levantamento foi realizado pelo Ipsos-Ipec a pedido da Pfizer, fornecedora da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para o SUS. Os resultados mostram avanços desde 2024, mas também revelam informações que ainda não chegaram a parte das entrevistadas.
A bronquiolite foi citada por 60% como a doença infectocontagiosa que mais preocupa, ante 40% em 2024. Já o percentual que conhece ou ouviu falar do VSR passou de 58% para 70%.
Como a vacina protege o bebê?
A vacinação contra o VSR está disponível no SUS desde dezembro de 2025. O Ministério da Saúde recomenda uma dose a partir da 28ª semana, em cada gestação, sem restrição de idade materna. Depois da vacinação, a gestante produz anticorpos que passam ao bebê pela placenta. Essa proteção ajuda a reduzir o risco de formas graves e internações por VSR nos primeiros seis meses de vida. O vírus é um dos principais causadores de bronquiolite.
Apesar disso, 31% das participantes ainda não reconhecem que algumas vacinas recomendadas durante a gravidez também podem proteger a criança.
Pré-natal é oportunidade para esclarecer dúvidas
No Norte e no Centro-Oeste, 38% das entrevistadas não sabem que há prevenção contra o VSR disponível no SUS. No Sudeste, esse percentual chega a 46%.
“O pré-natal é o momento-chave para fechar essa lacuna”, afirmou a médica Adriana Ribeiro, ao comentar os resultados.
O conhecimento sobre o calendário de vacinação das gestantes também aumentou: passou de 58%, em 2024, para 72%, em 2026. Ainda assim, uma em cada quatro entrevistadas acredita que deve seguir apenas o calendário correspondente à própria idade.
A recomendação médica ganhou espaço. Neste ano, 88% disseram ter recebido orientação para se vacinar durante a gestação, contra 77% em 2024. Entre as que receberam essa indicação, 96% afirmaram seguir ou pretender seguir a recomendação.
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