Goiânia se destaca no País com baixa desocupação e renda média de R$ 5,4 mil
Como estratégia para manter os indicadores, a gestão municipal aposta na qualificação profissional e na digitalização de serviços para facilitar a abertura de empresas
O mercado de trabalho de Goiânia segue apresentando indicadores que colocam a capital goiana em posição de destaque no cenário nacional. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade registrou uma taxa de desocupação de apenas 3,6% no segundo trimestre de 2026.
Esse índice, que corresponde a um contingente de 32 mil pessoas a partir de 14 anos sem emprego, é a quarta menor taxa entre todas as capitais brasileiras, ficando expressivamente abaixo da média nacional do mesmo período, que foi de 5,4%. No ranking das capitais, Goiânia fica atrás apenas de Cuiabá (2,3%), Palmas (2,6%) e Campo Grande (3,1%).
Além da facilidade de inserção no mercado de trabalho, o trabalhador goianiense também tem experimentado um crescimento na remuneração. Os dados do IBGE apontam que o rendimento médio mensal atingiu a marca de R$ 5.496. Esse valor representa a sexta maior renda média entre as capitais brasileiras e supera com folga a média nacional estipulada para o período, que foi de R$ 3.621.
A gestão municipal atribui parte desses resultados a políticas públicas focadas em qualificação e desburocratização. Em 2026, a Prefeitura de Goiânia lançou a “Caravana Emprego e Renda”. Realizada em parceria com o Sesc e o Senac, a iniciativa oferece cursos gratuitos em áreas de alta demanda, como tecnologia, beleza, saúde e cuidados para animais. A meta da caravana é capacitar cerca de 13 mil pessoas, facilitando a entrada formal no mercado de trabalho ou fomentando o empreendedorismo individual para a geração de renda.
Outro pilar da gestão municipal é a facilitação do ambiente de negócios. A Prefeitura lançou a plataforma digital e-Resolve, que centraliza cerca de 50 serviços municipais em um único portal. A ferramenta digitaliza procedimentos como Uso do Solo, licenciamentos e autorizações diversas para o funcionamento de empresas.
“A plataforma responde a uma demanda antiga da população por mais agilidade e menos processos físicos. Desenvolvemos o e-Resolve onde as pessoas podem encontrar tudo. É a prefeitura no bolso do cidadão”, explica o prefeito Sandro Mabel. O objetivo da plataforma é reduzir o deslocamento físico, simplificar a regularização de atividades comerciais e acelerar o andamento de processos, permitindo que os empreendedores locais abram vagas de forma mais rápida.
Cenário nacional
Na análise mais recente do IBGE para o cenário nacional, referente ao terceiro trimestre de 2026, encerrado em setembro, a taxa de desocupação do País caiu para 5,2%. Esse é o menor índice registrado para esse período do ano desde o início da série histórica, em 2012.
A população desocupada no Brasil recuou para 5,6 milhões de pessoas, uma redução de 6,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, a população ocupada no País bateu recorde de 103,6 milhões de brasileiros que estão trabalhando, o maior contingente da série histórica do IBGE.
O nível da ocupação, percentual de pessoas trabalhando em relação à população em idade de trabalhar, também foi recorde, alcançando 59%. O número de empregadores no País também atingiu seu ápice, com 4,5 milhões de pessoas, crescimento de 6,4% no ano.
Apesar do forte aquecimento, o mercado nacional ainda enfrenta o desafio da informalidade. A taxa de trabalhadores informais no Brasil fechou o trimestre de setembro em 37,5% da população ocupada, englobando 38,8 milhões de pessoas que atuam sem garantias trabalhistas e previdenciárias. Já o rendimento real habitual no cenário nacional cresceu 3,6% no ano.
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