PSD dividido em alguns Estados pode atrapalhar planos de Caiado
Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado ou Eduardo Leite, os presidenciáveis do PSD têm um grande problema pela frente: falta de palanque nos Estados
Por Bruno Costa
Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado ou Eduardo Leite, os presidenciáveis do PSD têm um grande problema pela frente: falta de palanque nos Estados. Como todo partido do Centrão, a legenda joga onde o vento sopra. Na Bahia, Pernambuco e Piauí, onde Lula é forte, o PSD está mais próximo do petismo. Em São Paulo, onde o bolsonarismo reside no Palácio dos Bandeirantes com o Governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a sintonia é maior com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Não à toa, o deputado estadual Paulo Correa Jr., líder do PSD na Alesp, está de malas prontas para o PL.
Minas Gerais é outro nó para os presidenciáveis. O PSD filiou Mateus Simões, vice-governador e pré-candidato ao governo, com a promessa que ele poderá apoiar Romeu Zema (Novo) em seu projeto presidencial, o que deixaria assim o candidato do PSD em segundo plano no segundo maior colégio eleitoral do País. Sem Minas e dividido no resto do Brasil, a candidatura nacional nasce manca.
Esse cenário deve pesar nas contas do goiano Ronaldo Caiado que, diante de um PSD fragmentado, pode reavaliar o seu projeto presidencial e optar por uma disputa ao Senado, onde o terreno é mais previsível. Ainda mais agora em que o PL decidiu lançar a pré-candidatura do senador Wilder Morais (PL) contra o seu candidato ao governo, Daniel Vilela (MDB). A conferir. (Especial para O HOJE)