Leguminosas ajudam a combater a fome

Segundo a FAO, essa categoria de vegetais pode assegurar a alimentação saudável

Postado em: 14-10-2016 às 08h00
Por: Renato
Segundo a FAO, essa categoria de vegetais pode assegurar a alimentação saudável

Da redação
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Santo Antônio de Goiás e parceiros, reuniram especialistas, produtores rurais e estudantes a fim de debater a importância das leguminosas para a produção e o consumo sustentáveis de alimentos no Brasil.

“As leguminosas possuem inúmeros benefícios nutricionais que, aliados a uma dieta saudável, previnem doenças que atualmente atingem milhares de pessoas em todo o mundo. Além disso, a produção sustentável de grãos de leguminosas pode contribuir no enfrentamento às mudanças climáticas”, ressaltou o representante da agência da ONU, Gustavo Chianca, durante a abertura do evento.

A FAO declarou 2016 como Ano Internacional dessa categoria de vegetais que podem, segundo o organismo internacional, assegurar uma alimentação saudável e contribuir para o combate à fome.

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Chianca lembrou que enquanto partes da África e da Ásia ainda lidam com problemas associados à escassez de alimentos, populações das Américas são afetadas por uma epidemia de sobrepeso e obesidade, ao mesmo tempo em que registram altas taxas de desperdício de comida.

Também presente no simpósio “Sustentabilidade na produção das leguminosas de grãos alimentícios no Brasil”, o consultor do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE), Marcelo Eduardo Lüders, destacou o potencial do Brasil como um país exportador de grãos que poderão ser vendidos principalmente para a China e Índia nos próximos anos.

“Só a China e a Índia, juntas, têm uma demanda, a mais, de importação de leguminosas na ordem de 410 milhões de toneladas para os próximos 10 anos”, disse.

Desigualdade 
O perfil e a situação socioeconômica dos diferentes grupos de agricultores de Goiás foram apresentados no encontro pelo presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) do estado, Pedro Arraes.

Segundo levantamento realizado por técnicos do organismo — que utilizaram, entre outras fontes, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) —, existem em Goiás cerca de 90 mil pequenas propriedades rurais com renda em torno de até 4,7 salários mínimos por mês. Elas representam 79,1% das fazendas do estado. No outro extremo, aproximadamente 1,7 mil propriedades — quase 2% do total — contam com uma renda estimada em 658,3 salários mínimos por mês.

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