Período de chuva deixa ruas esburacadas

Seinfra realiza manutenção constante em Goiânia. Para especialista, a falta de escoamento da água é um dos fatores que aumenta a quantidade de buracos

Postado em: 26-10-2016 às 06h00
Por: Redação
Seinfra realiza manutenção constante em Goiânia. Para especialista, a falta de escoamento da água é um dos fatores que aumenta a quantidade de buracos

Wilton Morais

Em praticamente toda Capital os goianienses encontram buracos nas vias públicas. O reflexo do período chuvoso esta deixando lugares como a Rua 1125, e a Alameda Coronel Eugênio Jardim, no setor Marista, cheios de crateras que são responsáveis por pequenos acidentes de trânsito. Em alguns casos, os buracos ocupam grande parte das vias. A Avenida 84, no setor Sul também está da mesma forma. Setores como Universitário, Parque Amazonas, Jardim Santo Antônio, Nova Suíça, Jardim América e o Setor São Judas Tadeu fazem parte das vias esburacadas e rachadas.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), conta com dez equipes responsáveis por realizar a manutenção das vias, com Concreto Betuminoso Usinado (CBUQ). Atualmente, são quatro equipes que atuam em horário noturno, após as 16h. Sem especificar os lugares onde a incidência dos buracos são maiores, o órgão informou que durante todo o ano a Operação Tapa-Buraco é realizada diariamente com reforço no período chuvoso.

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Motivos

Para o engenheiro civil e professor do Instituto Federal Goiano (IFG), Nelson Luis da Cunha, os pontos mais críticos são aqueles onde existe a falta da rede pluvial. “Lugares como, rotatórias, vias em rampas, onde não existe drenagem de água, a velocidade do liquido sem escoamento danifica o revestimento”, afirma o especialista em pavimentação. “No Parque Oeste, saída para Guapó, onde há o trafego de veículos de carga elevado, o problema no pavimento é acentuado, pode-se observar os buracos nas rotatórias”, exemplifica.

Conforme o especialista, os serviços de tapa buracos realizados durante as chuvas, na maioria dos casos são parte de um desperdício, pois não melhoram as condições de tráfego. “O ideal seria realizar recapeamento ou restauração do pavimento para não surgir os buracos. Para isso é necessário realizar estudos de custos dessas operações, verificar os valores gastos a cada ano em uma determinada região da cidade e colocar em prática o trabalho”, aponta. 

Proteção

Diminuir a velocidade e evitar manobras bruscas são opções para evitar acidentes no período. Nestes casos, os motociclistas podem ser os mais vulneráveis. “Ao seu lado pode estar um motociclista ou outro automóvel. As surpresas também nos obriga a diminuir a velocidade. Neste momento chuvoso, você trafega hoje pela via e não tem buraco, amanhã pode ter”, afirma o engenheiro civil.
Em algumas avenidas da cidade, como na C-136, a população tem sinalizado as vias com cones e latas de tinta para evitar acidentes. O mapeamento dos buracos na capital, pode ser acessado pelos motoristas, no aplicativo Waze, onde os próprios condutores marcam as falhas no asfalto.

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