Prévia da inflação de novembro em Goiânia é a maior do País, indica IBGE

Postado em: 25-11-2021 às 11h29
Por: Nielton Soares
Índice de alto de preços para o mês é o maior dos últimos 19 anos. Na Capital, reajuste de energia elétrica e o preço da gasolina foram os vilões. Entenda | Foto: reprodução

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na manhã desta quinta-feira (25/11) os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mostra a prévia da inflação deste mês. A alta foi de 1,17%, considerada a maior variação para o mês desde 2002, quando o índice foi de 2,08%.

A pesquisa mostra que todas as áreas pesquisadas apresentaram alta em novembro, sendo a maior variação em Goiânia (1,86%), cujo resultado foi puxado pela energia elétrica (10,93%) e pela gasolina (5,87%). O menor resultado ocorreu na região metropolitana de Belém (0,76%), onde houve queda nos preços da energia elétrica (-2,05%) e do açaí (-9,30%).

De acordo com o órgão, o indicador já acumula alta de 9,57% e, em 12 meses, de 10,73%, acima dos 10,34% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro do ano passado, a taxa havia sido de 0,81%.

A vilã da inflação está sendo a gasolina, com registros de alta de 6,62%, influenciado o resultado dos transportes, que obteve a maior variação (2,89%) e o maior impacto individual (0,61 p.p.) entre os grupos pesquisados. Em todo o ano, o combustível acumulou variação de 44,83% e, em 12 meses, de 48,00%.

Ainda nessa questão, o transporte por aplicativo (16,23%) subiu 11,60% em outubro. A única redução foi nos preços das passagens aéreas (-6,34%), após altas consecutivas em setembro (28,76%) e em outubro (34,35%).

Habitação e eletricidade

Os outros oito grupos de produtos e serviços pesquisados também tiveram alta em novembro. A liderança ficou com a habitação, que ‘mordeu’ 1,06% do orçamento do brasileiro. Assim também, o gás de botijão (4,34%) – cujos preços subiram pelo 18° mês consecutivo, acumulando 51,05% de alta no período iniciado em junho de 2020.

Já a eletricidade (0,93%) teve variação menor que a de outubro (3,91%) e contribuiu com 0,05 p.p. no índice do mês. Vale ressaltar que, desde setembro, está em vigor a bandeira tarifária Escassez Hídrica e bandeira vermelha, o que acrescentou R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Em Goiânia, Brasil e São Paulo, além das bandeiras, houve reajustes nas tarifas de energia.

Saúde e alimentação

No grupo saúde e cuidados pessoais, a alta de 0,80% foi influenciado pelos itens de higiene pessoal (1,65%) e produtos farmacêuticos (1,13%). No mês de outubro, a variação do primeiro havia sido negativa (-0,26%) e a do segundo próxima da estabilidade (0,02%).

Alimentação e bebidas (0,40%) desacelerou em relação a outubro (1,38%), devido às altas menos intensas nos preços do tomate (14,02%), do frango em pedaços (3,07%) e do queijo (2,88%). Houve ainda quedas nas carnes (-1,15%), no leite longa vida (-3,97%) e nas frutas (-1,92%). Por outro lado, os preços da batata-inglesa (14,13%) subiram mais do que em outubro (8,57%). A cebola teve variação positiva (7,00%), após a queda de 2,72% no mês anterior.

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