Sábado, 04 de fevereiro de 2023

Escolas da rede privada de Goiás cobram retorno às aulas de forma 100% presencial

As unidades afirmam estarem preparadas para ministrar aulas a distância, porém querem o formato 100% presencial

Postado em: 21-01-2022 às 08h11
Por: Daniell Alves
As unidades afirmam estarem preparadas para ministrar aulas a distância, porém querem o formato 100% presencial | Foto: Reprodução

As escolas da rede privada de Goiás ainda aguardam uma decisão do Conselho Estadual de Educação (CEE) sobre o retorno ou não do ensino híbrido. As unidades afirmam estarem preparadas para ministrar aulas a distância, porém querem o formato 100% presencial, assim como tem ocorrido na rede pública estadual.

De acordo com a presidente da Associação das Instituições de Ensino Particular de Goiás (Apieg), Eula Wamir, o ensino híbrido seria um retrocesso para a rede privada. “Muito prejudicial para a Educação Infantil. O ensino acontece de duas formas: aquele que o professor está com o grupo de alunos presencial e transmitindo para aqueles que não podem estar na escola por algum motivo”, explica. No entanto, ainda não foi estabelecido nada pelo CEE. A previsão é que a decisão seja divulgada hoje (21).

Parte das unidades privadas retornou às aulas no dia 17 e outras só terão início no próximo dia 24. “Essa volta gradual foi uma escolha das unidades que possuem calendários próprios”, explica Eula. O ano letivo será do dia 17 de janeiro até o dia 17 de dezembro.

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A presidente ressalta também que as escolas infantis já possuem resolução do Conselho Municipal rígida em relação a questões sanitárias. “Fora da pandemia, já temos o espaçamento de 1,5m por criança, 2m do professor. As salas não podem aglomerar e há rigor na higienização”, informa.

Rede pública

Na rede estadual, mais de 466 mil alunos retornam presencialmente às salas de aula nas 1.012 unidades escolares da rede pública estadual dos 246 municípios goianos. “É importante que os pais mandem seus filhos para as escolas porque, a partir de agora, as aulas serão 100% presenciais e não haverá mais ensino remoto”, alertou a secretária Fátima Gavioli.

Para garantir uma retomada segura, segundo ela, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria Estadual de Educação, adquiriu e já encaminhou às instituições de ensino máquinas pulverizadoras e termômetros para aferição de temperatura de alunos, professores e servidores administrativos.

Fátima Gavioli ressalta que todas as evidências mostram que a escola é um lugar seguro. Soma-se a isso o saldo positivo dos últimos seis meses, com o ensino híbrido, onde as crianças tiveram um comportamento exemplar na escola e nas salas de aula. “O momento é de cautela como sempre foi. Mas eu confio no trabalho de conscientização e de informação que nós fizemos”, frisou.

De acordo com a secretária, no retorno presencial às salas de aula, as equipes escolares e os estudantes deverão continuar cumprindo rigorosamente os protocolos de biossegurança e as normas definidas pelos órgãos de saúde em relação à Covid-19.

Materiais escolares

Pesquisa do Procon Goiás aponta aumento no preço dos materiais escolares em comparação ao ano passado. Individualmente, alguns itens registraram aumento médio anual de até 41,38%, como no caso do lápis de cor grande, da marca Faber Castell, cujo preço subiu de R$42,22 em 2021 para R$ 59,69 em 2022.

No geral, o aumento médio anual dos materiais escolares ficou em 8,71%. Alguns produtos registraram redução do preço como a caneta esferográfica modelo Cristal, da marca Bic (de R$ 1,50 em 2021 para R$ 1,13 em 2022) – queda de 24,41%. A pesquisa tem como foco levar informações e orientações aos consumidores na hora da compra, como dicas para economizar e evitar dor de cabeça futura, bem como saber avaliar se há ou não itens proibidos na lista.

Calendário Escolar

Conforme prevê o Calendário Escolar 2022, aprovado pelo CEE, as aulas do primeiro semestre letivo terão início no dia 19 de janeiro e prosseguem até o dia 30 de junho. As aulas do segundo semestre começam no dia 2 de agosto e se encerram em 20 de dezembro.

Ao todo, serão 202 dias letivos. Esse quantitativo atende à Resolução de nº 8, do CEE, que determina o mínimo de 200 dias letivos e 800 horas de efetivo trabalho escolar, assegurados aos docentes os 30 dias de férias no mês de julho. Em 2022, a rede estadual de educação contará com 1.012 unidades escolares de Ensino Fundamental e Médio. Desse total, 615 são de tempo regular, 263 ofertam tempo integral, 61 militares, 60 conveniadas, 10 quilombolas e três indígenas.

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