Bolsonaro lamenta não haver prisão perpétua para médico que estuprou grávida

Após descobrir o episódio, o presidente afirmou que a legislação brasileira deveria dar prisão perpétua e que o médico não deveria ter privilégios

Postado em: 12-07-2022 às 10h54
Por: Mariana Fernandes
Após descobrir o episódio, o presidente afirmou que a legislação brasileira deveria dar prisão perpétua e que o médico não deveria ter privilégios | Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Nesta segunda-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou sobre o caso do médico anestesista suspeito de estuprar uma mulher grávida em trabalho de parto. No twitter o presidente comentou que o médico deveria ‘’apodrecer para sempre na cadeia’’. 

Giovanni Quintella Bezerra ,médico do Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart de 32 anos, responsável pelo parto, foi preso em flagrante depois de funcionários da unidade o filmarem introduzindo o pênis na boca da paciente, que estava desacordada. 

Após descobrir o episódio, o presidente afirmou que a legislação brasileira deveria dar prisão perpétua e que o médico não deveria ter privilégios. 

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Entenda o caso

Enfermeiras e técnicas do Hospital da Mulher Heloneida Studart de Vilar dos Teles, em São João de Meriti, gravaram o médico anestesista estuprando a grávida durante uma anestesia na madrugada desta segunda-feira (11). As funcionárias já haviam desconfiado do comportamento do médico por conta da quantidade de sedativo aplicado nas grávidas.  

As enfermeiras também comentaram que no domingo (10), o médico também já havia participado de outras cirurgias onde a gravação escondida não era possível. Na terceira operação do dia, elas conseguiram trocar de sala e esconder o telefone para gravar o flagrante. 

O vídeo serviu como prova para a prisão em flagrante de Giovanni, e o médico será indiciado por estrupo vulnerável, com pena de 8 a 15 anos de reclusão. 

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro afirmou que vai instaurar um processo disciplinar em busca da cassação do registro profissional. A polícia também relatou que investigará outras possíveis vítimas do anestesista. 

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