Quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Goiânia tem a terceira inflação mais alta do país com 0,66%

Gastos com supermercados e farmácias foram os que mais cresceram

Postado em: 26-11-2022 às 08h00
Por: Sabrina Vilela
Gastos com supermercados e farmácias foram os que mais cresceram. | Foto: Reprodução

O Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE), divulgado na última quinta-feira (24/11) mostra Goiânia com avanço na inflação de 0,66%. A alta é devido aos preços de veículos próprios, dos combustíveis, do aluguel e da energia elétrica residencial.

Os dados apontam que os itens que registraram maiores impactos foram: Alimentação e bebidas (0,54%);  Saúde e cuidados pessoais (0,91%). Outro destaque é o setor de transportes, com aumento de 0,49%. Lembrando que esse setor passou por uma queda considerável recentemente de 0,64%. Todos os grupos e serviços pesquisados passaram por variações positivas, com exceção de Comunicação que permaneceu sem nenhuma alteração. 

A inflação de novembro teve aceleração para 0,53%. Em outubro o índice registrado foi de 0,16%. o índice está com alta acumulada de 5,35% no ano e de 6,17% em 12 meses. No mesmo período do ano passado a taxa foi de 1,17%.

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O grupo alimentício e de bebidas foi de 0,21% no mês de outubro com crescimento de 0,54% em novembro. Já os alimentos para o consumo em domicílio foi de 0,60%. Outros produtos com aumento mais expressivo foram: tomate (17,79%), cebola (13,79%) e batata-inglesa (8,99%).

Houve também registro de queda no leite longa vida, com recuo de -9,91% em outubro e -6,28% em novembro. 

Variação

Comer fora de casa tem sido um dos vilões nos últimos meses, neste mês o aumento foi de 0,40% sendo que em outubro foi de 0,37%. A média de aumento registrado em uma refeição é de 0,36% enquanto o lanche está 0,54%. Já  na categoria de Saúde e cuidados pessoais o valor registrado foi de 0,91%; itens de higiene pessoal com 1,76%; produtos de pele foi 6,68% e plano de saúde 1,21%.

No setor de Transportes foram 0,49% e os combustíveis voltaram a registrar alta de 2,04% após grandes momentos de oscilação. A gasolina teve recuo em outubro de 5,92%, já em novembro subiram 1,67%. Em contrapartida, os preços do etanol (6,16%) e do óleo diesel (0,12%) também subiram. O gás veicular (-0,98%) foi o único a apresentar queda entre os combustíveis pesquisados.

As passagens aéreas tiveram queda de 9,48% no mês de novembro, no mês anterior foi alta de 28,17%. E os transportes por aplicativo (-1,04%) e automóveis usados (-0,82%) também se destacaram.

Goiânia 

Economista da Four Finances , Diego Dias afirma que o custo de vida em Goiânia está mais caro. “A alta da inflação goiana não é de agora. Um dos pontos é que o custo de vida está mais caro em Goiânia. Acaba que uma das puxadas na inflação foram de alimentos, de produtos de uso pessoal. Esses produtos são mais caros na nossa capital e todos precisam deles independente da classe. Então o custo de vida é muito caro”. 

A parte habitacional também sofreu aumento de 0,28% para 0,48% em novembro. Os aluguéis estão com alta de 0,83% e energia elétrica de 0,44%. A cidade com maior destaque no reajuste foi  Brasília com 7,44%. Também foram registrados reajustes de 5,35% em Goiânia (4,27%), a partir de 22 de outubro, e de 2,07% em uma das concessionárias de São Paulo (-0,38%), vigente desde 23 de outubro.

O especialista afirma que em Goiânia o preço dos combustíveis estão estáveis, mas o que pesa são as passagens aéreas. “Houve um aumento significativo porque há um grande aumento de pessoas em busca de viagens, ainda mais com o recebimento do 13º salário. Mas o aumento não é só pelas procuras, mas pelo aumento da querosene e o impacto que o setor teve durante essa pandemia”. 

Para a realização da pesquisa do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de outubro a 14 de novembro de 2022 e comparados com 15 de setembro a 13 de outubro de 2022. A referência é famílias que ganham de 1 a 40 salários-mínimos das regiões de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.

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