Quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Ataque em escola do Espirito Santo tem semelhanças com atentado ao Colégio Goyases

Atiradores de Aracruz e Goiânia eram filhos de policiais, usaram armas da corporação e defendiam o nazismo

Postado em: 28-11-2022 às 15h23
Por: Luan Monteiro
Atiradores de Aracruz e Goiânia eram filhos de policiais, usaram armas da corporação e defendiam o nazismo. | Foto: Reprodução

O ataque a tiros em Aracruz, no Espirito Santo, que deixou quatro mortos e três feridos, tem semelhanças com o ataque que ocorreu no Colégio Goyases em Goiânia, em 2017.

Como no caso recente, o atentado ao Goyases foi promovido por um adolescente filho de policiais militares que utilizou uma arma da corporação para cometer o crime. Outra semelhança é de que ambos os autores tinham simpatia pela ideologia nazista.

Na última sexta-feira (25/11), um estudante, filho de um tenente da PM, invadiu duas escolas matando quatro pessoas, sendo três professoras e uma aluna, além de deixar 13 feridos. Ele estava armado com uma pistola e um revólver.

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Já no caso de Goiânia, o crime foi cometido por um adolescente que, na época, tinha 14 anos. Ele atirou contra colegas de sala no Colégio Goyases. A mãe e o pai do atirador eram policiais militares. O autor furtou a pistola da mãe para combater o crime. Dois alunos foram mortos e quatro ficaram feridos.

Simpatia com o nazismo

Durante o ataque, o atirador do Espirito Santo utilizava uma suástica nazista costurada em um uniforme militar. Ele era simpatizante do nazismo, o que foi confirmado pelo conteúdo de seu celular, segundo a Polícia Civil.

No caso do Goyases, o autor também era simpatizante nazista. A investigação encontrou, em seu caderno e na parede de seu quarto, símbolos nazistas. Além disso, o histórico de mensagens do atirador revelou que ele acreditava em teorias conspiratórias a favor do nazismo, como a de que a Alemanha de Hitler não matou judeus e trouxe benefícios para a sociedade.

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