Entenda o motivo da “dança das cadeiras” no quadro de apresentadores da Rede Globo

O principal fator, apontado pelos meios de comunicação, tem sido os prejuízos da empresa.

Postado em: 11-10-2021 às 15h27
Por: Ícaro Gonçalves
O principal fator, apontado pelos meios de comunicação, tem sido os prejuízos da empresa | Foto: Reprodução

O jornalista e apresentador Tadeu Schimdt, a frente do Fantástico junto de Poliana Abritta, recentemente assinou contrato para ser o novo apresentador do reality Big Brother Brasil. A mudança ocorreu após a saída de Tiago Leifert da apresentação do programa.

O anúncio oficial da mudança ocorreu na noite de domingo (10), durante o Fantástico. Tadeu atendeu a um “Big Fone” especial e recebeu um vídeo de J.B. Oliveira, o Boninho, com a convocação para o reality.

Maju Coutinho, atualmente no Jornal Hoje, é a mais cotada para assumir a vaga de Tadeu. Em seu lugar deve entrar César Tralli do SP1. O jornal local de São Paulo será capitaneado por Alan Severiano.

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Antes disso, Fausto Silva também havia sido afastado do quadro de funcionários da empresa após mais de 20 anos a frente do “Domingão do Faustão”, o que fez com que Luciano Huck fosse para o programa de domingo e Marcos Mion assumisse as tardes de sábado.

Mas afinal, o que tem motivado a constante “dança das cadeiras” em meio a emissora?

Prejuízos

O principal fator, apontado pelos meios de comunicação, tem sido os prejuízos da empresa. No primeiro semestre deste ano, a Globo registrou prejuízo de R$ 114 milhões — alta de 122% em relação ao mesmo período de 2020, quando perdeu R$ 51 milhões.

A empresa cortou R$ 281 milhões em pessoal de janeiro a junho. Os dados foram divulgados ao mercado no início de setembro.

Recentemente, a emissora optou por demitir a diretora de núcleo Denise Saraceni (responsável por sucessos como Cheias de Charme e Da Cor do Pecado) e alguns dos mais experientes repórteres do canal, entre eles Alberto Gaspar, Ari Peixoto e Roberto Paiva.

O correspondente em Washington, Luís Fernando Silva Pinto, foi cortado, entre outros nomes fortes do jornalismo. Em 2020, foi a vez de artistas como Antônio Fagundes, Vera Fischer, Malu Mader, Gloria Menezes, Reynaldo Gianecchi, Stênio Garcia, Angélica e Lázaro Ramos — todos com rendimento mensal acima de R$ 100 mil.

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