Após Guedes pedir licença para furar teto por Auxílio Brasil, dólar atinge máxima de R$ 5,67

Mercado reflete os temores do risco fiscal representado pela intenção do governo em aumentar gastos para as eleições de 2022

Postado em: 21-10-2021 às 17h15
Por: Maria Paula Borges
Mercado reflete os temores do risco fiscal representado pela intenção do governo em aumentar gastos para as eleições de 2022 | Foto: Reprodução

O dólar bateu a máxima de R$ 5,6750, representando alta de 2% em relação ao fechamento anterior, na abertura do pregão foi na manhã desta quarta-feira (21/10). O mercado reflete os temores do risco fiscal representado pela intenção do governo em aumentar gastos para as eleições de 2022.

Após a negativa repercussão da proposta em estudo pela atual gestão brasileira, do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para gastos sociais fora das regras fiscais. O ministro da economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (20/10) que o governo não visa ser populista, e sim popular. Entretanto, apresentou a ideia em avaliação que pode furar o teto, limitando o crescimento das despesas públicas.

Além disso, o ministro disse que a discussão sobre o Auxílio Brasil, em que o presidente vem pressionando a equipe econômica para elevar o valor para R$ 400, pode revisar os índices de correção que impactam o teto de gastos ou pedir uma licença para fazer um gasto temporário até o final de 2022. Nesta quinta-feira, ativos brasileiros cotados no exterior registravam queda do Ibovespa após a fala de Guedes.

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O Ibovespa, índice de referência da Bolsa brasileira, caiu 3,28%, a 110.672 pontos, chegando a recuar 3,91% durante a tarde, atingindo a mínima de 109.947 pontos. Contratos de real transacionados na Bolsa Mercantil de Chicago (CME) caíam 1,4%. Em Paris, um Exchange Traded Fund (ETF), que acompanha o Ibovespa, perdia 2,4%, sendo a maior queda desde o início de setembro.

O Banco Central não anunciou venda líquida de dólares para esta quinta-feira, mas, devido a disparada da moeda, agentes financeiros não descartam que o banco intervenha no mercado.

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