Caso Beatriz Angélica: homem confessa crime que matou menina de 7 anos com 42 facadas, em colégio

No dia do assassinato, menina estava na Aula da Saudade da irmã mais velha e se afastou da mãe por alguns minutos

Postado em: 12-01-2022 às 17h03
Por: Maria Paula Borges
No dia do assassinato, menina estava na Aula da Saudade da irmã mais velha e se afastou da mãe por alguns minutos | Foto: reprodução

O responsável pela morte da menina de 7 anos, chamada Beatriz Angélica, assassinada com 42 facadas dentro do colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Pernambuco, foi identificado e indiciado, na última terça-feira (11/1). Marcelo da Silva, de 40 anos, já estava preso por outro crime quando o DNA foi encontrado na faca utilizada no assassinato.

Os detalhes da operação foram apresentados nesta quarta-feira (12/1) na sede da Secretaria de Defesa Social (SDS-PE).

Caso Beatriz Angélica

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Beatriz Angélica era uma garotinha de 7 anos que foi assassinada no dia 10 de dezembro de 2015, durante uma Aula da Saudade, no colégio Nossa Senhora Auxiliadora. O evento contou com a presença de mais de duas mil pessoas e era formatura da irmã mais velha da menina, Samira Angélica. Além disso, o pai de Beatriz era professor de inglês no colégio e participava da cerimônia.

O pesadelo da família começou quando Beatriz pediu a mãe para ir ao bebedouro, localizado na parte inferior e lateral da quadra onde o evento acontecia. Após 20 minutos, a menina ainda não havia retornado, então sua mãe notou o sumiço e foi procurá-la. O pai da menina subiu no palco buscando informações. “Beatriz, ô minha filha, onde você tá? Bia, tá todo mundo procurando você, meu amor”, disse ao microfone.

Minutos depois, Beatriz foi encontrada sem vida em uma sala isolada, que era utilizada para guardar materiais esportivos e havia sido incendiado meses antes por ex-alunos. O corpo da menina estava coberto por 42 perfurações de faca de cozinha, que foi recolhida pela perícia.

Um agente, que agiu informalmente no dia seguinte, tentou mapear o assassinato. Ao Crimes Reais, a mãe de Beatriz informou que os brincos da criança foram trocados no Instituto Médico Legal (IML).

O perímetro do colégio não foi isolado, então pessoas continuavam circulando livremente pelos portões. Além disso, a perícia do local só foi realizada um ano após o crime.

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