Mais de 400 crianças indígenas com idade entre 0 e 5 anos morreram em 2021

As principais causas de morte registradas são por doenças intestinais como a diarréia e infecções respiratórias

Postado em: 07-02-2022 às 12h58
Por: Iara Godoi
As principais causas de morte registradas são por doenças intestinais como a diarréia e infecções respiratórias | Foto: Reprodução

De acordo com informações da Secretaria Especial de Saúde Indígena, 486 crianças indígenas com idades entre 0 e 5 anos morreram no Brasil no ano passado. Durante os últimos 4 anos, foram registrados mais de 3 mil óbitos.

As principais causas de morte registradas são por doenças intestinais como a diarréia e infecções respiratórias. Foram registrados 248 óbitos de 2018 a 2021 por pneumonia, e 15 mortes por Covid-19. 

“Causas respiratórias representam 70% das hospitalizações e respondem pela maior mortalidade. Tem a ver com a condição de vida e o acesso à saúde. A taxa de mortalidade é maior no Norte do país do que no Sudeste. Em alguns locais, para conseguir um leito de UTI para Covid é muito difícil pelo tempo de deslocamento, horas no transporte em barco correndo o risco de infectar os demais, também o número de leitos por habitante” destaca o médico e pesquisador do Grupo de Saúde Indígena da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Andrey Moreira Cardoso, em entrevista ao portal de notícias R7.

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No ano passado, o estado com mais óbitos infantis foi Amazonas, com 127 mortes. Em estados como São Paulo, Espírito Santo e Ceará houveram apenas uma morte em cada. Porém é importante considerar os nascimentos e tamanho da população em cada um dos estados.

Buscando soluções 

“É um conjunto complexo de coisas. É preciso investimento em políticas públicas sociais e de saúde para superação das desigualdades, pobreza, saneamento e políticas habitacionais, até de acesso a créditos e programas de renda” ressalta o médico. 

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