Durante visita íntima, mulher é morta pelo próprio marido em penitenciária de São Paulo

O homem confessou a prática do crime e, de forma resumida, alegou que matou a companheira “porque ela estaria se prostituindo”.

Postado em: 14-02-2022 às 09h17
Por: Ícaro Gonçalves
O homem confessou a prática do crime e, de forma resumida, alegou que matou a companheira “porque ela estaria se prostituindo” | Foto: Reprodução

No último domingo (13/2), agentes penitenciários de São Paulo registraram um caso trágico de feminicídio dentro da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP). Um mulher de 41 anos, companheira de um detento de 39, foi enforcada até a morte pelo próprio marido durante uma visita íntima.

Segundo registro de ocorrência, os agentes penitenciários foram chamados às pressas por volta das 11h, para prestar socorro a uma vítima no pavilhão 3. Os funcionários acreditavam que seria uma emergência médica, mas foram comunicados que o preso havia assassinado a esposa, conforme informações do Boletim de Ocorrência obtido pelo portal g1.

De acordo com o documento, a vítima foi morta “mediante constrição de seu pescoço”. O preso ainda bateu com a cabeça da mulher “várias vezes no piso da cela”. Após a abertura da cela, o preso teria jogado o corpo da vítima no piso inferior, puxando-a até o meio do pátio, segundo o BO.

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Minutos depois, o homem foi algemado pelo Grupo de Intervenção Rápida (GIR). Ele não ofereceu resistência e “não apresentou motivação para a ação”. De acordo com o registro, a história foi narrada por outro detento e sua companheira, que tentaram intervir no crime, mas sem sucesso.

O preso foi autuado em flagrante pela Polícia Civil, pelo crime de homicídio doloso qualificado. Ele foi transferido para a Penitenciária 1 “Zwinglio Ferreira”, também em Presidente Venceslau, sendo encarcerado em cela própria.

Já na Penitenciária 1, o homem confessou a prática do crime e, de forma resumida, alegou que matou a companheira “porque ela estaria se prostituindo”. Ele deve aguardar na P1 o pronunciamento judicial por se tratar de crime inafiançável, bem como por ser “preso com extensa ficha policial que cumpre pena no sistema prisional”.

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