Luísa Mell ao resgate: mulher da casa abandonada dá ‘mata leão’ para evitar que ativistas resgatem animais; assista

A Polícia Civil de São Paulo deu início nesta tarde a um mandado de busca e apreensão no local para apurar possível abandono de incapaz no local.

Postado em: 20-07-2022 às 18h34
Por: Ícaro Gonçalves
A Polícia Civil de São Paulo deu início nesta tarde a um mandado de busca e apreensão no local para apurar possível abandono de incapaz no local | Foto: Reprodução

O caso da “Casa Abandonada” em Higienópolis, na região central de São Paulo (SP), ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (20/7). A Polícia Civil de São Paulo deu início nesta tarde a um mandado de busca e apreensão no local para apurar possível abandono de incapaz. A ativista Luísa Mell participou da ação junto a amigos para ajudar no resgate de animais abandonados.

A polícia arrombou uma janela para entrar na casa e tentou ajudar a moradora do local, Margarida Bonetti. Por possivelmente sofrer de problemas mentais e não contar com apoio de familiares, Margarida é considerada pela polícia como possível vítima de abandono.

Em entrevista à TV Bandeirantes, o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Oswaldo Nico, disse que a operação tem um cunho mais social do que policial. “Ela está lá com esse lixo todo, convivendo, tem animais na casa, ou seja é um problema social. Vamos procurar ajuda médica para tentar uma condição melhor para ela, tentar ver algum parente, alguma coisa, é uma questão mais social do que policial”, disse Nico.

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A investigação policial teve início depois que vizinhos do imóvel em Higienópolis ligaram para diversas delegacias afirmando que uma pessoa que apresentava problemas de saúde mental estava no local e precisava de ajuda.

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Resgate de animais

A ativista pelo direito dos animais Luísa Mell, entrou na mansão durante a operação e ajudou a resgatar alguns cachorros em estado abandono na residência. A ativista documentou a situação em live e mostrou a entrada da polícia civil na casa. 

Durante a live, Luísa chamou Margarida de “louca” e disse que “os animais não têm culpa da loucura da pessoa, ela fica acusando as pessoas”. A polícia interviu na situação. Em entrevista para o “Brasil Urgente”, Luísa Mell explicou a situação.

“Foram os policiais que encontraram [o cachorro], o ambiente insalubre, quando a gente entrou ela arrancou da minha mão, colocou dentro da malha, sufocou o cachorro. Os policiais interviram, ela bateu em outro ativista, eu peguei e saí correndo”, afirmou Luísa.

Assista ao momento do resgate a seguir:

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