Massacre de quase 1.500 golfinhos desperta protestos sobre a caça tradicional nas Ilhas Faroe

Postado em: 15-09-2021 às 10h52
Por: Victoria Lacerda
Massacre de 1,4 mil golfinhos deixa o mar vermelho de sangue. | Foto: Reprodução

Caçadores de golfinhos promoveram uma matança no último domingo (12/09), nas Ilhas Faroe, um território da Dinamarca localizado no Atlântico Norte. A morte de 1428 animais deixou vermelha a água da praia de Skálabotnur, na ilha de Eysturoy.

De acordo com o Sea Shepherd, trata-se da “maior matança individual de golfinhos ou baleias-piloto na história das ilhas”. Os animais foram levados para as águas rasas da praia e abatidos por caçadores. A prática é considerada tradicional nas Ilhas Faroe.

Muitos habitantes locais defendem a caça como um importante costume local, com carne e gordura compartilhadas pela comunidade local do território dinamarquês semi-independente, localizado a meio caminho entre a Escócia e a Islândia.

O presidente da Associação de Baleeiros das Ilhas Faroé, Olavur Sjurdarberg, disse à BBC que os caçadores subestimaram o tamanho do casulo, só percebendo seu erro quando começaram a matar os golfinhos.

“Foi um grande erro”, disse Sjurdarberg, que não participou da caçada. “Quando o casulo foi encontrado, estimaram-se em apenas 200 golfinhos.” Ele disse que a maioria das pessoas estava “em choque com o que aconteceu”.

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