Entenda por que a Islândia se tornou o primeiro país europeu a ter mais mulheres no Parlamento

Das 63 cadeiras disponíveis, 33 serão ocupadas pelas parlamentares.

Postado em: 28-09-2021 às 14h22
Por: Victoria Lacerda
Das 63 cadeiras disponíveis, 33 serão ocupadas pelas parlamentares. | Foto: Reprodução

A Islândia se tornou o primeiro país da Europa a eleger uma maioria de mulheres para o Parlamento, de acordo com os resultados anunciados no último domingo (26/09) de eleições marcadas pelo enfraquecimento da primeira-ministra Katrin Jakobsdottir.

O país tem aproximadamente 370 mil habitantes e as votações para o preenchimento das das 63 cadeiras do Althingi aconteceram no sábado (25). O resultado total contou com 33 sendo ocupadas por mulheres, ou 52,3%, segundo as projeções com base nos resultados definitivos da votação. 

De acordo com dados compilados pelo Banco Mundial, nenhum país da Europa havia superado até agora a marca simbólica de 50% de mulheres em um Parlamento, a Suécia ocupando o primeiro lugar com 47% de deputadas. 

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Apesar da principal vítima dessas eleições ser uma mulher, a primeira-ministra Katrin Jakobsdottir, cujo partido ambientalista é de esquerda, perdeu três cadeiras e obteve 12,6% dos votos, atrás de seus dois atuais aliados de direita.

O grande vencedor foi o Partido do Progresso (centro-direita), que conquistou 13 cadeiras, cinco a mais que nas últimas eleições de 2017, com 17,3% dos votos.

O país nórdico está na vanguarda do feminismo e lidera há 12 anos o ranking do Fórum Econômico Mundial para a igualdade de gênero.

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