Mistério ronda mulher que morreu após dizer estar vivendo em uma ‘Matrix’. Entenda

Postado em: 14-10-2021 às 18h51
Por: Maria Paula Borges
Em conversa com os pais, Erin Valenti dizia que tudo era um jogo e um experimento social | Foto: Reprodução

Erin Valenti, CEO fundadora da TINKER, startup tecnológica de aplicativos corporativos de Utah, nos Estados Unidos, foi encontrada morta em um carro após dizer que a civilização vive em uma Matrix. Segundo informações, Erin dizia que “é tudo um jogo, um experimento social”.

O caso aconteceu em 2019, quando Erin viajou a negócios para Palo Alto, na Califórnia. De acordo com os pais, ela ligou para eles e reclamava que havia deixado uma amiga em um local e que não encontrava carro para alugar. Momentos depois, os pais voltaram a ligar para Erin e ela avisou que havia conseguido alugar um carro do modelo Nissan Murano na cor cinza e que estava voltando ao aeroporto San Jose para pegar o voo de volta para Utah.

De acordo com depoimentos da mãe, Erin começou a falar rapidamente e desconexamente repetindo a frase “a uma milha por minuto”. Preocupada com a situação da filha, avisou ao pai e ao marido de Erin, que revezaram as conversas no telefone.

Durante a conversa, Erin continuava dizendo coisas sem nexo como “controle da mente é igual a neurocontrole”, “isso tudo é um jogo, um experimento social”, “estamos vivendo todos na Matrix”, e por fim, disse que voltaria no dia de Ação de Graças. O pai da moça, após saber que ela não havia comparecido à cerimônia em que receberia o prêmio de “Mulheres em Tecnologia”, embarcou em um voo para Salt Lake, cidade onde Erin morava. Ao chegar, notou que a filha não havia voltado de viagem.

A polícia foi notificada sobre o desaparecimento da moça, mas não priorizaram o caso, fazendo com que o pai da vítima começasse as buscas por conta própria. Alguns dias depois, a polícia também iniciou a procura.

O Departamento Policial local informou a família que o corpo de Erin foi encontrado no banco de trás de um Nissan Murano, mesmo carro que ela havia alugado, em uma rua residencial em San Jose, localizada há poucos minutos do aeroporto. O corpo estava sem sinais de danos físicos.

Várias teorias rondam o caso como suicídio, uma vez que criados de Startups sofrem de estresse extremo e muitas vezes depressão, sendo esta a principal causa de morte entre os criadores na faixa etária de 15 a 34 anos. Entretanto, a família não acredita nessa teoria, afirmando que Erin não guardava os sentimentos e não tinha transtornos psicológicos. Além disso, ressaltaram que ela estava no auge da carreira.

Vários casos estranhos envolvem a morte de Erin, sendo o primeiro deles a investigação oficial. A polícia destacou a família que a vítima era uma mulher adulta e consciente de seus atos, tornando o desaparecimento como voluntário. De acordo com legistas, a morte foi identificada como causas naturais após um ‘episódio maníaco agudo’. Porém, familiares e amigos não acreditam neste laudo.

Por não ter uma causa confirmada, o caso gerou teorias da conspiração como queima de arquivos, já que descobriram que a vítima poderia saber demais sobre a civilização e viverem um mundo de “Matrix”.

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