Presidente da Ucrânia, Zelensky diz que mundo deve estar preparado para chance de Putin usar armas nucleares

Para o líder ucraniano, o risco existe porque o presidente russo não valoriza a vida do povo do país vizinho

Postado em: 15-04-2022 às 17h41
Por: Augusto Diniz
Para o líder ucraniano, o risco existe porque o presidente russo não valoriza a vida do povo do país vizinho | Foto: Gabinete de Imprensa da Presidência da Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse nesta sexta-feira (15/4) à CNN Internacional que há uma chance de os russos aumentarem o potencial ofensivo na guerra. De acordo com Zelensky, “todo o mundo” deve se preparar para a possibilidade de o presidente da Rússia, Vladimir Putin, utilizar armas nucleares na invasão ao território ucraniano.

Na entrevista, o presidente da Ucrânia afirmou que Putin não valoriza a vida do povo ucraniano e, por isso, poderia usar armas nucleares ou químicas nos ataques. “Não só eu, todo o mundo, todos os países precisam se preocupar porque pode não ser uma informação real, mas pode ser verdade”, afirmou em inglês Zelensky.

De acordo com o líder da Ucrânia, não é hora de pensar em “ter medo”, mas de “estar pronto”. “Mas essa não é uma questão para a Ucrânia, não apenas para a Ucrânia, mas para todo o mundo.” Zelensky se manteve em solo ucraniano para incentivar as forças armadas a resistirem às invasões e ataques russos. A guerra no Leste europeu completou 50 dias.

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Alerta da CIA

Não é só o presidente da Ucrânia que faz o alerta da escalada da força bélica usada pela Rússia. Na quinta-feira (14/4), Bill Burns, que é diretor da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, afirmou que o órgão tem acompanhado com atenção a situação no território ucraniano, mas que ainda não foi notado qualquer sinal de que a Rússia possa utilizar armas nucleares no momento.

“Dado o potencial desespero do presidente Putin e da liderança russa, dados os reveses que eles [russos] enfrentaram até agora militarmente, nenhum de nós pode duvidar da ameaça representada por um potencial recurso a armas nucleares táticas ou armas nucleares de baixo rendimento”, pontuou Burns.

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