Marconi critica política de tarifas do governo Dilma

Governador considera que a decisão da gestão petista quase liquidou o sistema elétrico brasileiro, tanto público quanto privado

Postado em: 10-09-2016 às 06h00
Por: Toni Nascimento
Governador considera que a decisão da gestão petista quase liquidou o sistema elétrico brasileiro, tanto público quanto privado


Da Redação
A política de diminuição da tarifa de energia elétrica praticada pelo governo da ex-presidente Dilma Roussef durante seu primeiro mandato foi alvo de críticas do governador Marconi Perillo e do presidente da Celg GT, Fernando Navarrete, durante a solenidade de inauguração, ontem, da ampliação da capacidade da subestação Pirineus, em Anápolis.

O governador Marconi Perillo disse que a crise que alimentou o impeachment da ex-presidente se deu basicamente pelas escolhas erradas. “Uma decisão do Governo Federal quase liquidou o sistema elétrico brasileiro. Não só o público, mas t ambém o privado. Foi uma decisão demagógica, completamente equivocada. Se o Brasil passa por essas dificuldades econômicas hoje, nós devemos muito as escolhas erradas feitas pelo governo há algum tempo”, criticou.

A título de exemplo dos prejuízos advindos das medidas adotadas no governo passado, Marconi lembrou que a Celg GT saiu de um faturamento de R$ 70 milhões por ano para uma arrecadação de R$ 11 milhões. “Nós chegamos a um milímetro para decidir pelo fechamento da GT. Não fechamos porque fomos tenazes. Decidimos que íamos persistir, enfrentar os problemas e vencê-los”.

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 Fernando Navarrete disse que a empresa quase foi liquidada pelo Governo Federal ao final do ano de 2012 “durante aquela política eleitoreira de baixar a tarifa a qualquer custo”. Segundo ele, as receitas da Celg GT foram reduzidas em ¾.

Ele disse que a Celg GT resistiu ”mostrando que Goiás não se ajoelha diante da crise, não só através de programas de ajustes fiscais, que são importantíssimos, mas também com programas de investimentos, graças à força que o governador deu a empresa naquela ocasião”.

Passado este período e depois de alguns investimentos, a Celg GT chega agora a um faturamento de R$ 50 milhões. Em junho do ano que vem, a expectativa, de acordo com projeção feita pelo governador, é a de que se chegue a um faturamento de R$ 150 milhões anuais. “Essa é a demonstração mais inequívoca de que quando a gente faz as coisas com planejamento e seriedade, competência e eficiência, elas dão certo”, salientou Marconi.

Ele voltou a criticar o que chama de decisões equivocadas do passado em âmbito estadual. Referindo-se a Usina de Cachoeira Dourada, disse que, vender uma geradora que dava muito lucro – como Cachoeira Dourada –  foi um equívoco, uma má escolha no passado.

“Ela foi importante para fazer obras eleitoreiras na época. Mas para a Celg foi um tiro no coração. A Celg D ficou uma empresa inchada, com quase quatro mil funcionários, deficitária, sem dinheiro para novos investimentos. Não há outro caminho hoje. Ela tem que ser privatizada mesmo. Quem fala que a Celg não deve ser privatizada é porque não está no governo e não conhece a realidade dos fatos”, observou.

 Governador promete ampliação do parque industrial de Anápolis

Na manhã de ontem,  Marconi visitou a Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), onde se reuniu com o presidente da entidade, Anastacios Apostolos Dagios, além de empresários e lideranças políticas locais. O objetivo da visita foi discutir sobre projetos para melhorar e ampliar a infraestrutura industrial da cidade.

Com 400 mil habitantes, Anápolis detém um dos mais sólidos parques industriais brasileiros, além de se encontrar no trecho Goiânia-Brasília, segundo maior corredor de investimentos do país. Durante o encontro, o presidente da Acia esclareceu que um dos grandes problemas do setor industrial do município é a falta de espaço que impede o movimento da lista de espera de empreendimentos que pretendem se instalar na cidade.

Perillo disse que tem discutido bastante a respeito da ampliação do Distrito Industrial de Anápolis. “Já encontramos o caminho para que o Governo do Estado ajude a viabilizar os novos distritos industriais. Acertamos que o empreendedor privado, que tenha o seu terreno, fará uma parceria com a Codego (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás) e a Secretaria da Fazenda para viabilizar Tares (Termos de Acordo de Regime Especial)”.

O projeto do governo irá permitir que o empreendedor adquira um terreno e assine com o Governo do Estado um Tare para que, quando a indústria estiver em operação e já recolhendo impostos, seja possível que ele desconte em parcelas o valor pago pela área até que o mesmo tenha conseguido ressarcir todo o investimento efetuado.

De acordo com o governador, o projeto já existe e se encontra na Casa Civil, para em seguida ser enviado à Assembléia Legislativa. “Esta é uma medida inteligente que nós desenhamos para que possamos facilitar a consolidação de novos distritos industriais em Anápolis.

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