Vitor Hugo confirma que PL pode voltar Magda Mofatto após eleições

Deputado disse que não tem pretensões partidárias e que só assumiu a presidência para dar andamento a um projeto de disputa no pálacio

Postado em: 11-07-2022 às 08h35
Por: Redação
Deputado disse que não tem pretensões partidárias e que só assumiu a presidência para dar unidade ao projeto de disputa no palácio | Foto: Reprodução

Felipe Cardoso e Francisco Costa

Presidente do PL e pré-candidato ao governo de Goiás, o deputado federal major Vítor Hugo (PL) não desmente as informações de que o partido voltará para a também deputada federal Magda Mofatto após as eleições. “Se eu perder, eu não tenho essa gana de ficar.”

A fala parlamentar ocorre após aliados de Magda garantirem que ela voltará a presidir o partido após a eleição para o governo de Goiás este ano. Vale citar, Vítor Hugo assumiu o comando do PL em Goiás na primeira quinzena de maio. Ele se tornou presidente do diretório estadual alguns dias após Magda Mofatto ter sido empossada. Inclusive, em vídeo que divulgado nas redes sociais, a liderança do major foi reiterada pelo presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto. 

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À época, tanto Magda quanto o presidente anterior, Flávio Canedo, estavam em viagem aos Estados Unidos. Naquele momento, eles disseram que foram pegos de surpresa com o anúncio. Antes, eles divulgaram nota de “silêncio” sobre o ocorrido. “Silêncio fala mais que mil palavras”, foi o posicionamento oficial dos ex-presidentes do PL no dia que a posse de Vítor Hugo foi anunciado.

Ao O Hoje, Vítor Hugo disse que não tem pretensões partidárias e que só assumiu a presidência para dar unidade ao projeto de disputa ao Palácio das Esmeraldas. “Eu preferia não estar à frente de nenhum partido, preferia estar voltado para a eleição, para o governo, para a confecção do plano de governo. Não tenho paixão pela vida partidária”, destacou.

Ainda segundo o deputado, ele se esforçou para demonstrar a Magda que o presidente Bolsonaro estava decidido a apoia-lo, inclusive levando ela e o também ex-presidente Flávio Canedo para conversar com ele. A dupla defendia – e defende – a pré-candidatura do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha (Patriota). 

“Não precisava ter levado, mas eu fiz questão de levar [ao presidente Bolsonaro] para eles falarem os argumentos deles.” Ainda assim, Vítor Hugo lembra que o presidente optou pelo nome dele como pré-candidato ao governo de Goiás.

“Já tivemos essa conversa e eu falei que não tenho a pretensão de continuar, ganhando ou perdendo. Mas eles mesmo disseram que se eu ganhar é natural que continue [na presidência], pois o governador é maior nome no Estado”, argumentou.

Magda e Mendanha

Vale lembrar, Magda tinha assumido a liderança da sigla no último dia 8 de maio no lugar do marido, Flávio Canedo. Nos bastidores, o clima já era de insatisfação dentro da legenda, uma vez que Vítor Hugo foi lançado como pré-candidato ao governo por imposição do presidente Bolsonaro.

A ex-presidente do PL articulava há meses para que o partido apoiasse pré-candidatura do ex-prefeito Gustavo Mendanha (Patriota) e Vítor Hugo teria sido imposto sem conversar com as bases do partido, revelaram interlocutores ao O Hoje.

Inclusive, no fim de maio – já fora da presidência – Magda afirmou que estaria com o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia. “Já mostrou serviço, capacidade e competência, e Goiás quer mudança”, disse. “É a minha escolha.”

Composição difícil

Uma composição entre Mendanha e Vítor Hugo é difícil. Gustavo até disse ao O Hoje está “totalmente aberto” a uma composição com o deputado federal. O presidente estadual do PL, contudo, negou a possibilidade e declarou: “Não serei vice-governador de um esquerdista, do ‘Doria do cerrado’.” 

Antes, Mendanha afirmou: “O que a gente sente hoje, e o que as pesquisas mostram, é o atual governador em queda. Não diria livre, mas gradual, e o índice de rejeição aumentando constantemente. Então, hoje está bem pacífico isso. Entendo que o diálogo é sempre importante, então, independente da nossa área de atuação, o meu desejo, do Marconi, do Vitor Hugo, é que esse modelo de governança não perpetue e continue.”

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