Partido do PT deve bancar Katia Maria ao Governo de Goiás

Presidente do partido é o único nome que desponta no momento para a disputa no Estado

Postado em: 07-05-2018 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
Presidente do partido é o único nome que desponta no momento para a disputa no Estado

Lucas de Godoi*

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Ainda não se sabe se o PT irá caminhar sozinho nas eleições deste ano em Goiás. Caso se confirme a formação da chamada chapa pura, encabeçada pela presidente da sigla no estado, Katia Maria, o partido repetirá o cenário de 2014, quando concorreu ao governo de Goiás com o ex-prefeito de Anápolis Antônio Gomide. Naquele ano, o candidato petista alcançou pouco mais de 10% dos votos válidos e foi derrotado ainda no primeiro turno. O que o partido não descarta é aliança com o PC do B, único partido que mantém diálogo no estado.  Segundo a vereadora Tatiana Lemos (PC do B), a aliança depende do espaço que o PT destinará para a candidatura de seu partido.

“A prioridade número 1 do PC do B Goiás é buscar a reeleição da deputada estadual Isaura Lemos, que representa [o PC do B] não só politicamente, mas também ideologicamente no dia a dia. Uma das prioridades é garantir a reeleição dela e também a candidatura de uma deputada federal”, explicou a vereadora Tatiana Lemos ao analisar o alinhamento ideológico dos dois partidos. 

O nome a ser confirmado para a disputa é da presidente do diretório estadual, professora Katia Maria. A princípio, ela desponta como a única candidata mulher ao estado. Atualmente, ela já carrega o título de ser a única mulher a presidir o PT de Goiás. Kátia apareceu em quarto lugar, com 3%, na pesquisa Serpes/O Popular realizada dos dias 30 de março a 5 de abril e se diz preparada para defender o projeto do partido no estado. “Se o partido entender que o melhor nome para fazer a defesa desse projeto seja o meu nome, eu estarei à disposição do partido (…) para fazer um debate qualificado com a população, mostrando qual é o projeto que o PT defende para o estado de Goiás”, falou Katia ao O Hoje. 

Ainda segundo a vereadora, o PC do B aguarda as definições finais do PT sobre eventual candidatura e sobre as composições de chapa. Para ela ainda não houve definição se o partido concorrerá e com quais candidatos. “Nós precisamos defender nossos representantes. A questão é se o PT terá chapa e se nela será possível eleger os nossos candidatos”, insiste Tatiana, que concorrerá a uma vaga na câmara federal. 

A falta de aliança não desestimula os parlamentares do PT. Eles entendem não haver desgastes com a prisão do ex-presidente Lula, mas sim um ganho de popularidade. Deputada estadual, Adriana Accorsi (PT) defende que o momento é propício para a candidatura da sigla no estado. “Apesar de toda criminalização do PT ocorrida nos últimos tempos, é hoje o partido preferido por 20% da população”, reflete. Segundo ela, a ideia é reforçar o legado dos governantes anteriores do partido, como de seu pai e ex-prefeito de Goiânia, Darci Accorsi. “Eu acredito que existe um desgaste da política em geral e entendo imprescindível que as pessoas públicas procurem trabalhar com transparência e de forma a representar a população verdadeiramente”, acrescenta. 

O mesmo discurso é partilhado pelo deputado federal Rubens Otoni (PT). “Nossa expectativa é que o legado do PT nacional influencie positivamente a campanha em Goiás”, enfatiza. Além disso, para o parlamentar, o partido não está desgastado. Ele cita as recentes pesquisas que apontam o partido como bem avaliado. “Apesar de toda perseguição ao presidente Lula, ele é o primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto para a presidência. Além disso, a pesquisa do Datafolha divulgada no mês passado mostra que o Partido dos Trabalhadores é o preferido entre os brasileiros, com 20% de aprovação e que depois do golpe, a preferência pelo PT aumentou 82%”, justifica Otoni. 

O deputado estadual Luis Cesar Bueno mostra outro caminho. Ele diz que o objetivo principal do partido em Goiás é garantir o palanque para o candidato nacional que o PT lance ou apoie. “O PT [goiano] entra para fazer o palanque do presidente Lula ou de qualquer candidato que o partido lançar ou indicar, entra com o papel de viabilizar”, ressalta. (* Especial para O Hoje) 

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