Live de Marconi e José Eliton tem baixa adesão e muitas críticas

Postado em: 08-03-2021 às 09h40
Por: Augusto Sobrinho
Publicações no Instagram e no Facebook tendo os dois tucanos como assunto recebem comentários extremamente negativos dos internautas | Foto: Reprodução

Dayrel
Godinho

Publicações
em redes sociais como o Instagram e o Facebook, tendo os ex-governadores
Marconi Perillo (PSDB) e José Éliton (PSDB) como protagonistas, sugerem que os
dois líderes do Diretório Regional desfrutam de um alto nível de rejeição em
Goiás.

Desde
2018, quando tanto Marconi quanto Éliton sofreram derrotas acachapantes nas
urnas, o primeiro como candidato ao Senado, tendo encerrado as eleições em 5º
lugar, e o segundo disputando o governo do Estado, colhendo o 3º lugar, apesar
de apoiado pela máquina administrativa (era governador, na época), é notória
uma ojeriza da sociedade em relação aos dois tucanos.


poucos dias, José Éliton foi guindado a presidência do diretório estadual do
PSDB, tendo Marconi como primeiro vice-presidente. A notícia ocupou espaço no
noticiário e, por consequência, também nas redes sociais – onde a reação dos
internautas foi a pior possível.

Uma
live realizada na tarde de quinta-feira (4) pelo Instagram, com José Éliton
logo após assumir o comando do PSDB, além da baixa audiência, em torno de 140
internautas. Para se ter uma ideia, uma live com o governador Ronaldo Caiado,
que aconteceu semana anterior, chegou a uma audiência de 10 mil pessoas foi
marcada por uma predominância de comentários com críticas e ataques a José
Éliton – indicando que o seu nome não é bem acolhido entre a população
(lembrando também que, no caso de Caiado, as interações do público foram
predominantemente positivas, refletindo a elevada aprovação que o governo tem
registrado nas pesquisas).

A
mesma enxurrada de respostas críticas e irônicas dirigida a Éliton contemplou
uma postagem no perfil de O Popular, no mesmo dia, na qual a notícia é o
anúncio de que Marconi iria ocupar a primeira vice-presidência do diretório
estadual. Quase que imediatamente, 527 leitores externaram sua opinião com
comentários unanimemente desfavoráveis não só para o ex-governador, como para o
seu companheiro de partido.

Na
política, tanto nacional como estadual, a manifestação das redes sociais
costuma servir de termômetro para a avaliação geral dos nomes envolvidos, a
exemplo do presidente Jair Bolsonaro, que se mantém como líder da corrida
presidencial com vistas ao pleito de 2022 graças à sua boa receptividade no
mundo digital.

Marconi,
muito mais que Éliton, é alvo de ataques e críticas de conteúdo pesado nas
redes sociais quando aparece em alguma postagem. Internautas não esquecem a sua
prisão por 24 horas, em 2018, logo após a eleição, no curso de um inquérito da
Polícia Federal sobre propinas repassadas pela Odebrecht. A se julgar pelos comentários
que costuma gerar em mídias de massa como o Instagram e o Facebook, a sua
rejeição continua alta em Goiás.

Sequelas
do Programa Goiás na Frente

Na
live que fez pelo Instagram, o ex-vice e ex-governador José Éliton repetiu
várias vezes que aceitou presidir o PSDB goiano atendendo a uma convocação das
lideranças tucanas, principalmente do interior do Estado.

Afirmação
contrasta com o movimento de prefeitos do partido, que chegaram a ensaiar uma
rebelião contra o novo dirigente, mas depois foram contidos em uma operação
abafa comandada pessoalmente por Marconi Perillo.

José
Éliton, quando governador substituto por 9 meses, falhoucomos compromissos
assumidos com as bases municipais, que ainda se ressentem do seu estilo
distante e de certa forma “arrogante”.

Essa
acusação tem muito a ver com o programa Goiás na Frente, que, no papel, chegou
a prever investimentos de quase R$ 9 bilhões no Estado, através de repasses
para as prefeituras. A frustração com o programa deixou sequelas insuperáveis
nos municípios, minando a credibilidade do novo presidente do PSDB.

O
Goiásna Frente acabouresumido a uma mera estratégia de comunicação para
alavancar a candidatura a governador de José Éliton, já que, no final das
contas, não entregou os recursos prometidos e deixou os prefeitos que
acreditaram na iniciativa em dificuldades. (Especial para O Hoje)

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