Nova série documental mostra escândalos envolvendo a instituição religiosa Hillsong

Postado em: 18-04-2022 às 11h49
Por: Jennifer Neves
Casos extraconjugais, falhas morais, lavagem cerebral e extorsão são algumas das denúncias que envolvem a instituição que ficou conhecida pela produção musical | Foto: Reprodução

Em novo documentário, o Dicovery+ mostra investigações sobre as denúncias da instituição religiosa Hillsong. A partir desta segunda-feira (18/04), a série, dividida em três partes, mostra os escândalos envolvendo comercialização de fé, abusos e falhas morais entre os líderes da “Mega Igreja” frequentada por famosos como Justin Bieber, Nick Jonas e Selena Gomez. 

A série será “Hillsong: O Escândalo por Trás da Megaigreja” tem a narrativa focada em duas linhas. A primeira, consiste na apresentação do pastor Carl Lentz, que foi um dos principais líderes da Hillsong nos Estados Unidos. Com tatuagens, vida fitness ativa e com estilo descolado, o  líder foge do estereótipo associado aos pastores tradicionais. 

Lentz ficou famoso por aconselhar celebridades, como Justin Bieber. Em 2010, o cantor passou por um período tenso na carreira, com problemas judiciais, e em 2014, chegou a ser preso. Bieber buscou na igreja um refúgio após as polêmicas a seu respeito e teve o suporte de Lentz, fazendo com que o pastor tivesse mais fama na mídia norte-americana.

No entanto, antigos membros começaram a criticar a instituição e acusá-la de segregação, pois como a quantidade de artistas frequentando a igreja aumentou, foi criada uma espécie de área VIP para eles dentro dos cultos. Também, outras denúncias de assédio dos líderes contra os fiéis foram feitas.  

Além disso, a índole de Carl Lentz começou a ser questionada quando houve uma revelação de que ele mantinha um relacionamento extraconjugal com a estilista Ranim Karim, o que o levou a ser demitido da igreja por “falhas morais”.

A estilista aparece no documentário e em seu depoimento afirma que “Carl tem muito sangue nas mãos, digamos assim, que ele precisa limpar”.

Já a segunda linha da narrativa é focada na produção musical do grupo, fundada em 1983, na Austrália. Na década de 1990, a banda da igreja Hillsong Worship conquistou sucesso por misturar elementos da moda com temas religiosos. Depois disso, a então Hills Christian, passou a ter o nome de Igreja Hillsong. 

Em um trecho da série, a jornalista Kelsey MacKinney afirma que a música de Hillsong é feita para manipular. “A música da Hillsong de hoje parece com o Coldplay. O objetivo da Hillsong é se manter atualizada, fazer músicas que sabem que as pessoas vão gostar em vez de reformar os antigos hinos das avós. Eles querem que você sinta a presença de Deus dentro de si, mas é fácil confundir manipulação emocional com o movimento de Deus. Você está chorando por que o Senhor está fazendo algum tipo de intervenção na sua vida ou por que a estrutura de acordes é feita para você chorar?”

“Se você frequentasse a Hillsong toda semana e ouvisse músicas que nunca tinha ouvido, porque são novas, elas são testadas ao vivo com a plateia. Você diz que vai adorar e, sem o seu conhecimento, as pessoas no palco estão conduzindo você em um tipo de adoração emocional. Estão testando novos produtos em você”, acrescenta Kelsey.

Em outra parte, a ex-integrante do grupo, Tanya Levin, diz que a música é um componente importante para a hipnose feita por Hillsong. “A música é completamente armada para as necessidades da igreja e também para as necessidades financeiras, pois esse é o objetivo do jogo: tirar dinheiro das pessoas”.

Confira o trailer, em inglês, do documentário:

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