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Política
Mudança
01/11/2017 | 06h00
Jalles Fontoura deixa a Saneago em dezembro
Presidente da estatal deve se desvincular da empresa em meio a uma reforma administrativa a ser empreendida pelo governador Marconi Perillo e pelo vice, José Eliton

VENCESLAU PIMENTEL

O presidente da Saneago, Jalles Fontoura, deve deixar o cargo em dezembro, quando está prevista uma reforma administrativa a ser empreendida pelo governador Marconi Perillo (PSDB), em conjunto com o vice José Eliton (PSDB). “Vou acertar alguns detalhes ainda, mas devo sair da presidência”, disse ele ontem (31) a O Hoje, antes de participar de uma audiência pública, na Assembleia Legislativa, para discutir a crise no abastecimento de água no Estado.

Parte dos membros da equipe de Governo que irão deixar o cargo pretende disputar mandato eletivo, no pleito de 2018. Marconi, por exemplo, vai se desincompatibilizar do cargo em março, e deve se candidatar ao Senado. Com isso, José Eliton assume o comando do Estado por nove meses.

Mas Fontoura, no entanto, disse que vai se afastar da política para se dedicar aos negócios da família. “Não vou me candidatar a deputado estadual nem a federal”, adiantou.

Filho do ex-governador Otávio Lage de Siqueira, Fontoura assumiu o cargo na companhia de abastecimento de água em fevereiro passado, seis meses após ter sido deflagrada, pela Polícia Federal, a Operação Decantação, para apurar desvio de recursos em contratos que receberam recursos federais.

Questionado sobre a crise hídrica, que atinge praticamente todas as regiões do Estado, diante de muita pressão popular, ele assegurou que a questão já está praticamente resolvida. “O abastecimento já está se normalizando”, disse.

Em setembro, o Governo decretou situação de emergência hídrica na região metropolitana de Goiânia, válida por 90 dias. A medida se restringia à bacia do rio Meia Ponte. Jalles Fontoura afirmou que apesar da redução sistemática do nível de vazão dos sistemas Meia Ponte e Ribeirão João Leite, a Saneago tem garantido o abastecimento de 98% da população de Goiânia e Região Metropolitana. "Temos pouco mais de 200 bairros com inconstância no fornecimento. Isso representa 150 mil usuários”, estimou. “Estamos fazendo todo o esforço para resolver cada problema pontualmente".

Segundo Fontoura, as primeiras chuvas ainda não aliviaram a escassez de água, que se constitui, em sua avaliação, na pior crise hídrica dos últimos 30 anos. "Desde 2015 as chuvas vêm reduzindo seu volume. E esse não é um problema só de Goiás, mas de praticamente todo o País", acrescentou, sustentando que com a adoção de várias medidas para enfrentar a situação, o desabastecimento está perto do fim.

 

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