sábado, 29 de agosto de 2026
Internacional

Brasil e mais 11 países condenam repressão política na Venezuela

O grupo apela para o respeito à democracia e aos direitos humanos, a libertação de presos políticos e a busca por solução interna para crise que se passa no país

Márcio Souzapor em
Brasil e mais 11 países condenam repressão política na Venezuela
O grupo apela para o respeito à democracia e aos direitos humanos

Repressão política na Venezuela

O Brasil e mais 11 países (Argentina, Canadá, Colômbia,
Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai e
Peru), que formam o chamado Grupo de Lima, emitiram declaração hoje (11)
condenando a repressão e a perseguição política na Venezuela.

O grupo apela para o respeito à democracia e aos direitos
humanos, a libertação de presos políticos e a busca por solução interna para
crise que se passa no país. Também sugere a realização de “eleições livres,
democráticas e transparentes”.

A reação dos 12 governos ocorre no momento em que o
presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aponta como responsáveis pelo suposto
atentado contra ele, no último dia 4 em Caracas, os deputados de oposição Juan
Carlos Requesens e Julio Borges.

O governo da Venezuela divulgou que drones foram utilizados
na tentativa de atingir o presidente da República. Também informou que 19
pessoas foram presas, Requesens foi detido e há uma ordem de prisão contra
Borges.

Inquietação

A declaração conjunta do Grupo de Lima afirma que os 12
países “expressam sua profunda inquietude pela utilização de instituições
de segurança e aplicação da lei do Estado venezuelano para perseguir
adversários políticos, o que demonstra mais uma vez a ruptura da ordem
democrática e a violação da Constituição daquele país, contrariando a vontade
do povo venezuelano”.

O Brasil e demais países apelam para a “libertação
imediata”  de todos os presos políticos
na Venezuela e exigem o respeito às “garantias e às liberdades políticas” dos
cidadãos venezuelanos, assim como a “convocação de eleições livres,
transparentes e democráticas”.

Reação

Na declaração conjunta, os países que compõem o Grupo de
Lima são categóricos. “Diante das recentes ações de repressão empreendidas
contra os deputados da Assembleia Nacional da República Bolivariana da
Venezuela, repudiam qualquer tentativa de manipular o incidente ocorrido em 4
de agosto para perseguir e reprimir a dissidência política.”

Em outro trecho, a declaração afirma que o Brasil e os
demais 11 países “condenam e rechaçam firmemente a violação do devido processo
legal e das normas internacionais em matéria de aplicação da lei e de respeito
aos direitos humanos, durante a detenção arbitrária, ilegal e sem investigação
prévia” do deputado Requesens e do mandado de prisão emitido contra Borges.

Para o Grupo de Lima, há violações à Convenção Americana
sobre Direitos Humanos, à Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem
e à Carta da Organização dos Estados Americanos.

Atentado

A declaração recomenda ainda que seja feita uma investigação
“independente, exaustiva e transparente” sobre a suspeita de atentado contra
Maduro há uma semana. “Com o objetivo de esclarecer os fatos de maneira
imparcial, com absoluto respeito ao estado de direito e aos direitos humanos.”

O Brasil e as 11 nações reiteram que a declaração conjunta
não é uma ingerência na Venezuela, nem tentativa de interferência, pois a
defesa é que a solução para a crise no país deve ser tomada internamente.

“[O  Grupo de Lima] ao
reiterar que só os venezuelanos podem encontrar a solução para a grave crise
que afeta esse país irmão, reafirma seu compromisso de seguir tomando medidas e
iniciativas para contribuir para a restauração das instituições democráticas, o
respeito aos direitos humanos e a plena vigência do estado de direito na
Venezuela.”

 (Agência Brasil)

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.

Tags:

Veja também

nepal

TRAGÉDIA NO HIMALAIA

Nepal calcula até R$ 25,9 bilhões para reconstruir áreas destruídas por enchentes

Governo ainda calcula os prejuízos provocados pela avalanche de lama, pedras e gelo que atingiu o p...
Irã sinaliza abertura para negociar com os EUA, mas exige fim da pressão de Washington

Irã x EUA

Irã sinaliza abertura para negociar com os EUA, mas exige fim da pressão de Washington

Teerã condiciona retomada da diplomacia ao cumprimento de compromissos e ameaça manter Ormuz fecha...
Morre aos 34 anos rei de Uganda que assumiu o trono aos 3 anos

Oyo Nyimba

Morre aos 34 anos rei de Uganda que assumiu o trono aos 3 anos

Oyo Nyimba Kabamba Iguru Rukidi IV comandava o tradicional Reino de Tooro desde 1995; causa da morte...
Tragédia no Nepal deixa 584 mortos e mais de 1,9 mil desaparecidos

Nepal

Tragédia no Nepal deixa 584 mortos e mais de 1,9 mil desaparecidos

Avalanche provocada pelo colapso de uma geleira atingiu Nepal e Tibete; equipes de resgate enfrentam...
meta

Meta

UE pressiona Meta por limites ao uso de Facebook e Instagram por menores

Bloco europeu cobra medidas contra recursos considerados potencialmente viciantes após acordo da em...
ira

Execuções

Irã ultrapassa 500 execuções em 2026, diz ONG

ONG afirma que ao menos 511 pessoas foram executadas neste ano, incluindo manifestantes, mulheres e ...
Enchentes e deslizamentos deixam 362 mortos e mais de 1,4 mil desaparecidos entre Nepal e Tibete

Nepal

Enchentes e deslizamentos deixam 362 mortos e mais de 1,4 mil desaparecidos entre Nepal e Tibete

Desastre destruiu vilarejos, derrubou pontes e atingiu áreas turísticas; autoridades mantêm busca...
eua

EUA x Irã

Irã desafia pressão dos EUA e endurece disputa pelo Estreito de Ormuz

Presidente Masoud Pezeshkian afirma que novas sanções não vão mudar a posição de Teerã; país...