segunda-feira, 6 de julho de 2026
Disputas Internas

Saída de Marussa do comando do MDB em Rio Verde pavimenta projeto de Carrijo

Nos bastidores, leitura é que o político deve ser oficializado como candidato da base de Paulo do Vale

Felipe Cardosopor Felipe Cardoso em 13 de fevereiro de 2024
Saída de Marussa do comando do MDB em Rio Verde pavimenta projeto de Carrijo
O momento é de ajustes locais para a construção de alianças alinhadas ao projeto do MDB de ampliar o número de prefeitos eleitos pela sigla” | Foto: Reprodução

Na reta final do mês passado, a reportagem do jornal O HOJE mostrou que o vice-governador de Goiás e presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, destituiu a deputada federal Marussa Boldrin (MDB) da presidência do partido em Rio Verde. A saída foi definida especificamente em 19 de janeiro. A deputada havia sido nomeada para o posto cerca de sete meses antes pela figura-mor da sigla, Baleia Rossi, atual presidente nacional. 

A saída de Marussa, dizem aliados, está diretamente ligada às disputas internas dentro da base caiadista.  Acontece que o grupo do governador (UB) é aliado do prefeito Paulo do Vale (União Brasil), Marussa, por sua vez, estaria próxima do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Lissauer Vieira (PL). 

Mais tarde, o que era ventilado foi confirmado por nota oficial do partido, que disse: “A direção do MDB informa que a mudança no comando da comissão provisória da cidade de Rio Verde é motivada pela adequação no cenário da disputa da eleição municipal. O momento é de ajustes locais para a construção de alianças alinhadas ao projeto do MDB de ampliar o número de prefeitos eleitos pela sigla”. 

Mesmo que a base de Paulo do Vale pregue, aos quatro cantos de Rio Verde, que a definição do nome só ocorrerá em abril, as movimentações recentes sugerem um cenário praticamente definido. Isso porque a saída de Marussa do comando, acarretou na chegada de Lucas do Vale (MDB), deputado estadual e filho do atual gestor, à cadeira. 

Lucas, por ser do grupo do prefeito, tende a pavimentar a indicação de Wellington Carrijo como o sucessor do pai. Nos bastidores, a informação é que a tacada está “quase certa”. Carrijo não lidera as pesquisas de intenção de voto na cidade, porém, nunca deixou de ser alvo de abração, especialmente se concorrer com a força máquina nas mãos. 

Figura prejudicada nesse processo, dizem pessoas que circulam pelos bastidores da política local, será o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Lissuaer Vieira (PL). O político nunca negou seu interesse em figurar como o nome da base na cidade, mas cravou, em entrevista ao O HOJE, que não recuaria de seu projeto caso não alcançasse o objetivo. 

Enquanto isso, Lissauer Vieira tenta formar um grupo, mais ligado ao bolsonarismo do agronegócio, para contrapor ao projeto de Paulo do Vale. Em conversa com a reportagem do jornal O Hoje no dia 19 de janeiro, Lissauer evitou dar detalhes das tratativas. Fugiu às questões que mais suscitam dúvidas. “Trabalho construído a passos lentos”, disse, por exemplo, acerca de como o PL tem se movimentado na cidade, sobretudo em direção à construção de uma chapa forte, capaz de ajudá-lo no processo eleitoral que se finda em outubro. 

Lissauer, contudo, dá uma demonstração de tranquilidade sobre como o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) vai se comportar nos palanques da disputa local. “Nossa candidatura independe”. 

O ex-deputado e ex-todo-poderoso da Alego classifica como “natural” o prefeito Paulo do Vale “lançar outro candidato”. “Está com a máquina na mão”, pontuou, depois de demonstrar pequena surpresa do avanço de conversas internas de Carrijo ser, de fato, o nome à sucessão de Paulo do Vale.

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.

Tags:
Veja também