quinta-feira, 9 de julho de 2026
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Defesa de Quesede Ayres pede à Justiça o fim da prisão temporária

Advogados apontam que mensagens de WhatsApp não confirmam envolvimento em crimes

Vinicius Limapor Vinicius Lima em 28 de novembro de 2024 às 21:18
defesa
Ministério Público afirma que Quesede Ayres seria peça-chave em desvios de recursos públicos | Foto: Reprodução

Os advogados de Quesede Ayres Henrique, secretário executivo da Saúde de Goiânia, pediram à Justiça que revogue sua prisão temporária. Eles argumentam que a decisão foi baseada em provas frágeis, como mensagens de WhatsApp, que, segundo eles, não comprovam o envolvimento de Ayres em crimes.

A defesa também afirma que Quesede foi alvo de buscas, apreensões e quebra de sigilo sem ter acesso total ao processo, o que teria violado seu direito à ampla defesa. Além disso, argumenta que ele não representa risco às investigações e que sua prisão foi decretada sem atender aos critérios de necessidade e proporcionalidade exigidos por lei.

Investigação de fraudes na Saúde
Quesede é investigado junto com outros dois servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia: o secretário Wilson Pollara e o diretor financeiro Bruno Vianna Primo. O Ministério Público de Goiás (MPGO) os acusa de participar de um esquema que teria desviado recursos públicos por meio de fraudes em licitações e contratos.

Segundo o MP, Ayres seria o braço direito de Pollara e teria pressionado servidores para facilitar decisões ilegais. A defesa nega as acusações e afirma que não há provas concretas contra ele.

Decisão ainda está pendente
A Justiça ainda não decidiu sobre o pedido de relaxamento da prisão. Antes disso, Quesede e os outros investigados tentaram obter habeas corpus, mas tiveram o pedido negado.

A defesa argumenta que a prisão temporária, prevista em casos excepcionais, não se aplica ao caso porque não é indispensável para as investigações nem há indícios de que Ayres comprometa o andamento do processo.

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