quinta-feira, 14 de maio de 2026
ORIENTE MÉDIO

Israel aprova plano para controle total de Gaza

Plano foi aprovado após reunião longa mesmo com resistência das Forças de Defesa de Israel

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 8 de agosto de 2025
Israel aprova plano para controle total de Gaza
Foto: Wikimedia Commons

O gabinete de segurança de Israel aprovou, nesta sexta-feira (8), um plano para assumir gradualmente o controle militar de Gaza. A decisão foi tomada após uma longa reunião de dez horas e marca uma mudança significativa na condução da guerra contra o Hamas. A proposta, apresentada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, desconsidera a posição das Forças de Defesa de Israel (FDI), que demonstraram resistência sobre a medida.

O plano é mais um passo na estratégia de intensificar a ofensiva militar, com o objetivo declarado de enfraquecer o Hamas e resgatar reféns israelenses ainda sob poder do grupo. Estima-se que cerca de 50 pessoas seguem em cativeiro, das quais 20 estariam vivas. O sequestro ocorreu durante os ataques de 7 de outubro de 2023, quando cerca de 250 pessoas foram capturadas.

De acordo com o gabinete de Netanyahu, as tropas israelenses vão se preparar para assumir o controle da cidade, enquanto distribuem ajuda humanitária às áreas civis fora das zonas de conflito. Atualmente, as FDI controlam cerca de 75% da Faixa de Gaza, com foco nas regiões costeiras entre a Cidade de Gaza e Khan Younis.

A iniciativa surge em meio à estagnação nas negociações por cessar-fogo e liberação de reféns. Netanyahu havia sinalizado a intenção em entrevista recente e enfrenta pressão de aliados da extrema-direita para expandir a presença militar israelense no território.

A decisão, no entanto, gerou reações internacionais. O chanceler alemão Friedrich Merz anunciou que a Alemanha suspenderá temporariamente a aprovação de exportações militares que possam ser utilizadas na Faixa de Gaza. Embora reconheça o direito de Israel de se defender e libertar os reféns, Merz afirmou que a escalada militar compromete as chances de atingir esses objetivos e agrava o sofrimento civil.

Com a forte reação internacional Netanyahu suavizou o discurso dizendo que não tomaria Gaza mas libertaria a cidade do Hamas. “Gaza será desmilitarizada e uma administração civil pacífica será estabelecida, uma que não seja a Autoridade Palestina, nem o Hamas, nem qualquer outra organização terrorista”, declarou.

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