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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
AGREDIDA POR HOMEM

Goiana morre ao ser atacada na rua, em Buenos Aires

Maria Vilma Cascalho, 69 anos, foi agredida por um morador de rua enquanto passeava na capital argentina; burocracia e alto custo impedem a repatriação do corpo

Bia Salespor Bia Sales em 11 de novembro de 2025
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A família de Maria Vilma disse que está recebendo apoio do consulado brasileiro e do Governo de Goiás, mas toda a parte financeira ficou por conta dos familiares. (Imagem: Arquivo Pessoal)

A viagem que deveria ser marcada por afeto e reencontro entre mãe e filha terminou de forma trágica em Buenos Aires. A servidora goiana aposentada do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), Maria Vilma Cascalho, de 69 anos, morreu depois de ser atacada por um morador de rua no último dia 5, enquanto andava pelas ruas da capital argentina. A família só tornou o caso público agora, ao pedir ajuda para viabilizar o traslado do corpo para Goiânia, que enfrenta entraves burocráticos e altos custos.

A goiana estava na Argentina para visitar sua única filha, Carolina, fisioterapeuta e prestes a se formar em Medicina no país. Segundo a família, Maria Vilma estava indo pagar uma conta da filha quando foi surpreendida por um morador de rua. Durante a agressão, ela caiu, bateu com força a cabeça no chão e sofreu um trauma craniano severo, que resultou em sua morte.

De acordo com informações da família da goiana, o agressor foi localizado pouco tempo depois de ter agredido outra pessoa e foi preso. Mas, no entanto, não há informações oficiais se ele continua preso e histórico criminal.

Traslado do corpo

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Maria Vilma era servidora aposentada do TJ e tinha 69 anos. (Imagem: Arquivo Pessoal)

Além do impacto emocional, a família da goiana enfrenta agora um segundo sofrimento: a dificuldade para trazer o corpo da servidora para a capital. O processo de repatriação depende de uma série de documentos, autorizações, pagamentos de taxas e contratação de serviços internacionais de funerária — todos muito caros e lentos.

Em publicação divulgada nas redes sociais, os familiares explicam a situação e pedem auxílio financeiro para conseguir concluir o traslado. “Estamos trabalhando de todas as formas para viabilizar o traslado do corpo para o Brasil. Contudo, todo o processo tem se mostrado extremamente burocrático e caro. Por esse motivo, viemos pedir a ajuda de cada um de vocês, que possa se juntar a nós com qualquer quantia em dinheiro para que possamos encerrar esse ciclo tão doloroso com uma despedida digna”, diz a postagem.

A situação reacende um debate que famílias brasileiras enfrentam com frequência em casos de morte no exterior: a repatriação de corpos não é custeada automaticamente pelo governo federal e depende, em grande parte, de esforço próprio dos familiares — especialmente quando não há seguro viagem ou cobertura internacional.

A família da goiana Maria Vilma disse que está recebendo apoio do consulado brasileiro e do Governo de Goiás, mas toda a parte financeira ficou por conta dos familiares, com ajuda de amigos e conhecidos. Uma funerária internacional e está juntando valores para pagar o traslado do corpo da goiana. As doações podem ser feitas pela chave PIX da filha dela: 032.156.621-16 (Carolina Bizinoto).

Em nota, o Gabinete de Assuntos Internacionais de Goiás disse que o Consulado só pode atuar a partir de finalizados os procedimentos da legislação argentina. (Confira a nota completa abaixo)

Homenagens 

Em nota, o Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado de Goiás (Sindjustiça/GO) lamentou a morte de Maria Vilma. Expressou solidariedade à família e fez uma convocação à campanha de apoio para o translado.

Nas redes sociais, a filha da goiana, Carolina Bizinoto, manifestou a intensa dor que está sentindo pela morte dela. “Oi mãe, não consigo colocar em palavras o que aconteceu. Só consigo sentir, uma dor que
dilacera, que me corrói por dentro. Jamais imaginei que acabaria assim, que meu sonho lhe custasse a vida. Que no melhor momento vividos por nós, que você fosse levada dessa forma. A revolta me consome junto com a dor e com a vontade de voltar no tempo, mas infelizmente não posso”, disse a filha.

Nota do Gabinete de Assuntos Internacionais de Goiás

A família já está em contato com o Consulado Brasileiro em Buenos Aires, que presta o atendimento conforme o protocolo, obedecendo o andamento das investigações das autoridades argentinas sobre o caso. A família solicitou ao Governo de Goiás apoio para dialogar com o Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, a fim de obterem celeridade nos procedimentos. O Consulado só pode atuar a partir de finalizados os procedimentos da legislação argentina.

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