sexta-feira, 8 de maio de 2026
Crimes

MPGO denuncia ginecologista por estupro de vulnerável contra 15 pacientes em Senador Canedo

MPGO apresenta duas denúncias contra ginecologista preso por crimes sexuais em consultório de Senador Canedo

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 7 de maio de 2026
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Foto: Divulgação

O Ministério Público de Goiás ofereceu duas denúncias contra o médico ginecologista Marcelo Arantes e Silva por crimes de estupro de vulnerável praticados contra 15 pacientes em Senador Canedo. As denúncias foram apresentadas pela 5ª Promotoria de Justiça da comarca e já foram recebidas pela Justiça.

De acordo com o MPGO, os crimes teriam ocorrido entre 2017 e 2025 durante consultas e exames realizados em uma clínica particular da cidade. Segundo as investigações, o médico teria praticado atos libidinosos contra as pacientes durante os atendimentos ginecológicos.

Conforme as denúncias assinadas pelo promotor de Justiça Bruno Barra Gomes, o réu teria tocado partes íntimas das mulheres fora dos procedimentos técnicos previstos nos exames médicos. O Ministério Público sustenta que os atos tinham como finalidade satisfazer interesse sexual do investigado.

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Foto: Divulgação

Investigações começaram após denúncias de pacientes

Os casos do ginecologista são investigados pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Segundo a Polícia Civil, as primeiras denúncias indicam que os abusos começaram ainda em 2017. Entretanto, após a divulgação do caso, outras mulheres passaram a procurar a delegacia para relatar situações semelhantes.

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Até o momento, 23 pacientes denunciaram o médico. Desse total, 13 casos foram registrados em Senador Canedo e outros 10 em Goiânia. A polícia acredita que o número de vítimas possa ser maior.

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Foto: Divulgação

Segundo a delegada Amanda Menuci, responsável pela investigação, algumas pacientes relataram toques físicos considerados inadequados durante consultas e exames. Além disso, mulheres também afirmaram ter ouvido perguntas sobre a vida íntima fora do contexto médico.

As investigações apontam ainda que uma paciente relatou prática de sexo oral durante o atendimento. Outra mulher, que realizava acompanhamento de uma gravidez de risco, chegou a gravar consultas após suspeitar da conduta do médico.

MP cumpre busca e apreensão em clínica de ginecologista

Dentro das medidas adotadas durante o andamento do caso, a 5ª Promotoria de Justiça de Senador Canedo realizou nesta quarta-feira (6) uma operação de busca e apreensão na clínica onde os fatos teriam ocorrido.

A ação teve como objetivo recolher prontuários médicos das pacientes atendidas pelo ginecologista. Segundo o Ministério Público, os documentos já haviam sido requisitados pela delegacia durante o inquérito policial, mas não tinham sido entregues dentro do prazo solicitado.

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Foto: Divulgação

O ginecologista Marcelo Arantes está preso preventivamente desde o dia 23 de abril, após decisão judicial expedida pela Justiça de Senador Canedo. O pedido de prisão foi feito pela Polícia Civil depois do avanço das investigações e do surgimento de novos relatos de pacientes.

Além da investigação criminal, o médico também é alvo de procedimento no Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás. Atualmente, o registro profissional dele está suspenso por decisão judicial.

Processos de ginecologista seguem sob segredo de Justiça

Os processos tramitam em segredo de Justiça. Neste momento, os autos estão na fase de resposta à acusação. Na sequência, deverão ocorrer audiências de instrução e julgamento.

Segundo o MPGO, as penas somadas pelos crimes investigados podem ultrapassar 200 anos de prisão. O Ministério Público também pediu à Justiça a fixação de indenização mínima por danos morais às 15 pacientes citadas nas denúncias.

Enquanto isso, os casos envolvendo pacientes atendidas pelo médico em Goiânia seguem sob acompanhamento da 27ª Promotoria de Justiça da capital. Até o momento, o órgão informou que ainda aguarda a conclusão dos inquéritos conduzidos pela Polícia Civil.

A defesa do ginecologista afirma que considera desnecessária a prisão preventiva e sustenta a inocência do médico. Em nota, os advogados Rodrigo Lustosa, Nara Fernandes e Frederico Machado afirmaram que Marcelo Arantes colaborou com as investigações e acreditam em absolvição ao final do processo.

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