terça-feira, 15 de setembro de 2026
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Educação aprova greve em Goiânia e intensifica pressão em Aparecida

Assembleias realizadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás definiram paralisação da rede municipal em Goiânia a partir do dia 12 de maio

Renata Ferrazpor em
Educação
Clara/ O HOJE

Os trabalhadores da Educação de Goiânia e Aparecida de Goiânia intensificaram a mobilização por valorização profissional, reajustes salariais e melhores condições de trabalho após assembleias promovidas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego). Nas duas cidades, professores e servidores administrativos cobraram respostas das prefeituras para reivindicações consideradas históricas pela categoria e denunciaram a falta de avanços nas negociações.

Em Goiânia, a assembleia realizada nesta quinta-feira (7), aprovou oficialmente a greve da rede municipal de Educação a partir do próximo dia 12 de maio. A decisão ocorreu após professores e administrativos avaliarem que a prefeitura não apresentou respostas concretas para as demandas discutidas nos últimos meses.

Entre as principais reivindicações da categoria estão o pagamento das progressões atrasadas, a reformulação do plano de carreira dos administrativos, o reajuste do piso salarial dos professores, a aplicação da data-base e o cumprimento das leis relacionadas ao descongelamento e enquadramento funcional.

Além disso, os trabalhadores cobram melhorias na estrutura das escolas e Cmeis, convocação de aprovados em concursos públicos e reforço no quadro de servidores da rede municipal.

Durante a assembleia, a deputada estadual Bia de Lima afirmou que os trabalhadores chegaram ao limite após meses de negociações sem avanços. Segundo ela, muitos profissionais estão sobrecarregados devido à falta de servidores nas unidades escolares.

A parlamentar destacou ainda que alguns trabalhadores administrativos recebem abaixo do salário mínimo e precisam de complementação salarial. Além disso, criticou o atraso no pagamento das progressões e a falta de convocação de concursados para suprir a demanda nas escolas municipais.

Em entrevista ao O HOJE, a presidente do Sintego, Ludmylla Morais, também afirmou que o sindicato tentou evitar a paralisação, mas ressaltou que a categoria convive há anos com pautas reprimidas e falta de valorização profissional.

Segundo ela, professores aguardam progressões há mais de dois anos, enquanto administrativos acumulam atrasos ainda maiores. Ludmylla também afirmou que muitos profissionais enfrentam dificuldades financeiras devido aos baixos salários pagos pela rede municipal.

Apesar da aprovação da greve, o sindicato informou que realizará ações de conscientização com famílias e trabalhadores antes do início da paralisação. A intenção é explicar os motivos do movimento e alertar sobre os impactos da falta de investimentos na Educação municipal.

Após a decisão da categoria, a Secretaria Municipal de Educação de Goiânia(SME) afirmou que mantém diálogo aberto com os trabalhadores e destacou medidas que estariam sendo adotadas pela gestão municipal.

O secretário-executivo da SME, Jaime Ricardo Ferreira, afirmou que a prefeitura já realizou pagamentos relacionados ao piso salarial e à data-base em 2025 e informou que novos projetos de lei serão encaminhados à Câmara Municipal.

Segundo Jaime, a gestão municipal busca conciliar as demandas da categoria com a manutenção das atividades escolares e a aprendizagem dos estudantes. O secretário também destacou que a prefeitura reconhece a importância da valorização dos profissionais da Educação.

Jaime ainda declarou que o prefeito Sandro Mabel está sensível às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores da Educação. Sobre o plano de carreira dos servidores administrativos, explicou que a prefeitura realiza estudos técnicos para avaliar os impactos financeiros e orçamentários antes de apresentar uma proposta definitiva.

Além disso, a administração municipal informou que pretende adotar medidas administrativas e jurídicas para reduzir os impactos da paralisação e garantir a continuidade do atendimento aos estudantes da rede municipal.

Leia mais: Após assembleia, trabalhadores da Educação ampliam pressão sobre prefeitura de Aparecida

Aparecida de Goiânia amplia mobilização e cobra valorização da categoria

Enquanto isso, em Aparecida de Goiânia, os trabalhadores da Educação também ampliaram a pressão sobre a prefeitura durante assembleia organizada pelo sindicato. Embora ainda não tenham confirmado uma greve imediata, os profissionais aprovaram mobilizações e cobraram respostas para uma série de reivindicações acumuladas há anos.

O presidente regional do Sintego em Aparecida, Antônio Carlos, afirmou a reportagem que os trabalhadores reivindicam o pagamento de titularidades e progressões congeladas há mais de 12 anos.

A categoria também cobra o pagamento retroativo do piso salarial dos professores desde janeiro, reajuste da data-base dos administrativos acima da inflação, descongelamento da carreira pública, pagamento de quinquênios e enquadramento dos profissionais da Educação Infantil.

Além disso, os trabalhadores pedem reajuste do auxílio-alimentação dos servidores administrativos, que segundo o sindicato permanece congelado há mais de dez anos no valor de R$ 60.

Após a mobilização realizada pela categoria, a SME de Aparecida recuou da decisão de realizar a reposição da paralisação no sábado anterior ao Dia das Mães. A atividade foi remarcada para o dia 23 de maio.

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