Goiás amplia rede de saúde com 11 novas unidades em nove municípios
Investimento de R$ 25 milhões será aplicado na construção de UBS e Caps, o que ampliará o acesso à saúde e fortalecerá o atendimento no interior do Estado
Goiás avança na ampliação da sua infraestrutura de saúde com a construção de 11 novas unidades em nove municípios, fortalecendo o atendimento e ampliando o acesso da população aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa anunciada na última sexta-feira, 24 de abril, pelo Ministério de Saúde prevê a implantação de oito Unidades Básicas de Saúde (UBS) e três Centros de Atenção Psicossocial (Caps), com investimento de R$ 25 milhões já liberados para execução imediata das obras. Na prática, a medida representa mais estrutura, maior capilaridade no atendimento e melhoria direta na assistência, especialmente em regiões do interior.
O recurso será repassado diretamente aos municípios por meio do modelo fundo a fundo, garantindo mais agilidade no início das obras. A liberação está vinculada à emissão da ordem de serviço, o que permite que as prefeituras iniciem os projetos assim que cumprirem os trâmites técnicos. Esse formato reduz burocracias e acelera a entrega das unidades.
Entre os municípios contemplados estão Caturaí, Nerópolis, Planaltina, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cavalcante, Aurilândia, Cidade Ocidental e Corumbá de Goiás. Os investimentos variam conforme o tipo de unidade: as Unidades Básicas de Saúde recebem valores que vão de cerca de R$ 1,9 milhão a R$ 2,5 milhões, enquanto os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) têm investimentos que podem ultrapassar R$ 3 milhões, dependendo da estrutura prevista.
As UBS, que concentram a maior parte dos investimentos, são responsáveis pelo atendimento básico, incluindo consultas, vacinação, acompanhamento de gestantes e controle de doenças crônicas. Já os Caps ampliam o cuidado em saúde mental, oferecendo suporte contínuo e especializado. Dessa forma, o projeto não apenas amplia a quantidade de unidades, mas também fortalece áreas estratégicas do sistema público de saúde.
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Recursos garantem execução imediata e fortalecem atendimento local
Com o investimento assegurado, a expectativa é que as obras avancem de forma simultânea nos municípios contemplados, gerando impacto tanto na saúde quanto na economia local. A construção das unidades deve criar empregos, movimentar o setor da construção civil e impulsionar o comércio nas regiões atendidas. Ao mesmo tempo, a ampliação da rede contribui para reduzir desigualdades no acesso à saúde, levando serviços essenciais para mais perto da população.
Outro efeito direto da medida é a melhoria na organização do sistema. Com mais unidades básicas em funcionamento, a tendência é reduzir a pressão sobre hospitais e estruturas de maior complexidade, já que muitos atendimentos poderão ser resolvidos na atenção primária. Isso também contribui para diminuir filas, otimizar o fluxo de pacientes e garantir mais eficiência no atendimento.
A descentralização é outro ponto-chave do projeto. Ao distribuir as unidades em diferentes municípios, o Estado reduz a necessidade de deslocamentos para grandes centros, facilitando o acesso e proporcionando mais comodidade aos pacientes. Essa estratégia fortalece a regionalização da saúde, um dos pilares para tornar o sistema mais equilibrado e acessível.
A iniciativa se insere em um cenário mais amplo de expansão da saúde pública em Goiás. Nos últimos anos, o Estado ampliou sua rede hospitalar, aumentou o número de leitos de UTI e investiu na interiorização dos serviços. Esse conjunto de ações tem permitido que o atendimento se torne mais acessível e menos concentrado em poucas cidades.
Entre 2019 e 2025, os investimentos na saúde ultrapassaram R$ 29 bilhões. Nesse período, o número de hospitais estaduais passou de 17 para 25 unidades, enquanto os leitos de Unidade de Terapia Intensiva praticamente triplicaram, saltando de 267 para mais de 840.
O acesso às UTIs, antes restrito a três municípios, hoje alcança mais de 20 cidades, evidenciando o processo de regionalização e descentralização do atendimento. Esse movimento também inclui a expansão de policlínicas e a criação de estruturas especializadas, ampliando o acesso a consultas e exames de média e alta complexidade.