Aumento da rendda

Rendimento do trabalhador goiano bate recorde histórico e supera média nacional

Com rendimento médio de R$ 3.878 no primeiro trimestre de 2026, Goiás alcançou o maior valor da série histórica iniciada em 2012

João Césarpor João César em 16 de maio de 2026
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Foto: Divulgação/SGG

Com rendimento médio de R$ 3.878 no primeiro trimestre de 2026, Goiás alcançou o maior valor da série histórica iniciada em 2012. Estado também registrou queda na informalidade e redução do desemprego.

O mercado de trabalho em Goiás começou 2026 com resultados positivos e recordes históricos. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, analisados pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), mostram que o rendimento médio real habitual dos trabalhadores goianos chegou a R$ 3.878 no primeiro trimestre do ano, o maior valor registrado desde o início da série histórica, em 2012.

O resultado representa crescimento de 15,5% em relação ao mesmo período de 2025, com aumento absoluto de R$ 431 na renda média dos trabalhadores. O desempenho foi o segundo maior avanço entre os estados brasileiros e ficou acima da média nacional, estimada em R$ 3.722.

O governador de Goiás, Daniel Vilela, afirmou que os números refletem políticas públicas voltadas ao fortalecimento da economia e à geração de empregos no estado.

“Temos realizado ações importantes que garantam melhor qualidade de vida para a população, oferecendo condições de crescimento nos vários segmentos da economia para alavancar a oferta de emprego”, destacou.

Além da alta nos rendimentos, o levantamento apontou redução de 3,2% no número de trabalhadores em situação de informalidade e queda de 0,2 ponto percentual na taxa de desocupação em comparação ao mesmo período do ano passado.

Comércio e construção impulsionam aumento do rendimento

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Foto: Ceasa

Outro indicador que atingiu recorde em Goiás foi o rendimento real total, que representa a soma dos ganhos dos trabalhadores no estado. O valor chegou a R$ 14,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 3,4% em relação ao trimestre anterior. O crescimento ficou acima da média nacional, que registrou avanço de 0,6%.

A taxa de desalento, indicador que mede o percentual de pessoas que desistiram de procurar emprego, também apresentou resultado positivo. Goiás registrou índice de 0,7%, o segundo menor do Brasil.

Já a taxa de desocupação ficou em 5,1% no primeiro trimestre deste ano, abaixo dos 5,3% registrados no mesmo período de 2025. O índice também ficou melhor que a média nacional, de 6,1%, colocando Goiás entre os dez estados com menor desemprego do país.

Entre os setores que mais contribuíram para o avanço da ocupação estão o comércio e a construção civil. O comércio cresceu 7% em relação ao último trimestre de 2025, alcançando 846 mil trabalhadores ocupados. Já a construção civil teve alta de 0,3%, chegando a 306 mil trabalhadores.

O desempenho goiano superou o cenário nacional, onde os setores de comércio e construção registraram retração de 1,5% e 1,8%, respectivamente.

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