quarta-feira, 29 de abril de 2026
Pets

Ruídos de fogos afetam saúde física e emocional de cães e gatos

A queima de fogos de artifício ou rojão, comum em dias de jogos, representa um dos principais fatores de estresse para cães e gatos

Leticia Mariellepor Leticia Marielle em 29 de abril de 2026
fogos
Ruídos de fogos afetam saúde física e emocional de cães e gatos. | Foto: Reprodução/Freepik

A queima de fogos de artifício, comum em dias de jogos, representa um dos principais fatores de estresse para cães e gatos. Especialistas alertam que o barulho intenso pode provocar reações físicas e emocionais nos animais, exigindo cuidados imediatos por parte dos tutores para evitar acidentes e agravamento do quadro.

Dados de pesquisas recentes indicam que a grande maioria dos pets apresenta sensibilidade a ruídos altos, o que torna esse período especialmente delicado. O medo pode se manifestar por meio de tremores, ansiedade, tentativas de fuga e até sintomas mais graves, como taquicardia e convulsões em casos extremos.

Segundo profissionais da área, a principal causa dessa reação está na alta sensibilidade auditiva dos animais. Os cães, por exemplo, conseguem perceber sons em frequências muito superiores às dos humanos, o que faz com que os estampidos sejam interpretados como sinais de ameaça. Além disso, fatores como traumas anteriores, falta de socialização e predisposição comportamental podem intensificar o medo.

Diante de situações de crise, a orientação é que o tutor mantenha a calma e evite transmitir nervosismo ao animal. Criar um ambiente seguro dentro de casa é uma das medidas mais eficazes, mantendo portas e janelas fechadas para impedir fugas e possíveis acidentes. Reduzir o impacto do som, com o uso de televisão, rádio ou música, também pode ajudar a minimizar o desconforto.

Outra estratégia recomendada é oferecer estímulos positivos, como brinquedos e petiscos, com o objetivo de distrair o animal. A presença do tutor é importante, mas deve ocorrer de forma equilibrada, sem exageros que possam reforçar a sensação de perigo.

Especialistas também reforçam que nunca se deve deixar o animal do lado de fora durante a queima de fogos, nem mantê-lo preso, já que o instinto de fuga pode levá-lo a se machucar. O ideal é garantir que o pet permaneça em um local protegido e familiar.

Além dos cuidados imediatos, cresce o debate sobre alternativas mais seguras, como o uso de fogos silenciosos, que produzem efeitos visuais sem o impacto sonoro. A medida já vem sendo adotada em algumas cidades como forma de reduzir os danos aos animais e também a pessoas sensíveis ao barulho.

Os efeitos dos fogos sobre os pets vão além do momento do susto e podem incluir alterações no comportamento, queda na qualidade de vida e até problemas de saúde. Por isso, a conscientização e a adoção de medidas preventivas são consideradas fundamentais para proteger os animais durante períodos de celebração.

Sinais de alerta

O barulho provocado por fogos de artifício pode desencadear uma série de reações comportamentais e físicas em cães, exigindo atenção dos tutores. Especialistas alertam que os sinais de medo nem sempre são evidentes, o que torna fundamental observar mudanças no comportamento dos animais durante períodos de queima de fogos.

Entre as manifestações mais comuns estão vocalização excessiva, tremores, rigidez muscular e tentativas de se esconder. Também podem ocorrer micção involuntária, postura de submissão, rabo entre as pernas e orelhas retraídas. Em situações mais intensas, o animal pode apresentar salivação, pupilas dilatadas, hiperatividade ou até permanecer imóvel, em estado de choque.

De acordo com profissionais da área, a identificação precoce desses sinais é essencial para evitar o agravamento do quadro. A recomendação é que o tutor mantenha uma postura tranquila e adote medidas que contribuam para reduzir o impacto do estresse, evitando reações que possam reforçar o medo.

Entre as estratégias indicadas está a criação de um ambiente seguro e confortável dentro de casa, com uso de cobertores e tapetes que ajudem a abafar o som externo. O uso de músicas ou sons familiares também pode auxiliar na diminuição da percepção dos estampidos.

Outras alternativas incluem o uso de feromônios sintéticos, florais e acessórios específicos, como protetores auriculares e roupas que promovem leve compressão no corpo do animal, contribuindo para a sensação de segurança. Técnicas de adaptação gradual aos sons, realizadas dias ou semanas antes de eventos com fogos, também são recomendadas por especialistas.

Em casos mais sensíveis, a orientação é buscar acompanhamento profissional. Médicos-veterinários podem indicar opções como calmantes naturais ou medicamentos específicos, além de ajustes na alimentação, com o uso de rações que auxiliam no controle da ansiedade.

A adoção dessas medidas, aliada à observação constante do comportamento do animal, é considerada fundamental para minimizar os impactos dos fogos de artifício na saúde física e emocional dos pets.

Siga o Canal do Jornal O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do Jornal O Hoje.
Veja também