Anvisa e Polícia Federal intensificam combate ao mercado ilegal de canetas emagrecedoras
Ações conjuntas miram venda irregular de medicamentos usados no tratamento da obesidade, inclusive pela internet
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) vão reforçar as ações de combate ao mercado ilegal das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos injetáveis utilizados no tratamento da obesidade e que têm como base substâncias como tirzepatida e semaglutida.
Uma nota técnica conjunta publicada nesta quarta-feira (6) estabelece os procedimentos integrados entre os dois órgãos para ampliar a fiscalização e o enfrentamento à produção, importação e comercialização irregular desses produtos.
Segundo o diretor da Anvisa, Daniel Pereira, a parceria permitirá intensificar o combate a crimes e riscos sanitários envolvendo medicamentos vendidos sem registro e sem comprovação de origem e qualidade.
O foco das ações também inclui a venda ilegal pelas plataformas digitais, que tem crescido nos últimos meses. “Esta articulação ganha ainda mais relevância diante do aumento expressivo de eventos adversos associados ao uso destes medicamentos, muitas vezes sem prescrição médica ou com produtos sem qualquer garantia de qualidade, pureza ou segurança”, afirmou Daniel Pereira durante a abertura da 7ª Reunião Pública da diretoria da Anvisa.
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Canetas emagrecedoras ganharam popularidade
De acordo com o diretor, a cooperação entre Anvisa e PF consolida um modelo que já vinha sendo aplicado em operações pontuais. Entre elas está a Operação Heavy Pen, realizada no mês passado.
A ação cumpriu 45 mandados judiciais de busca e apreensão e realizou 24 fiscalizações nos estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.
As chamadas canetas emagrecedoras ganharam popularidade nos últimos anos por auxiliarem no controle do apetite e na perda de peso. No entanto, autoridades de saúde alertam para os riscos do uso sem acompanhamento médico e da compra de produtos de origem desconhecida.