OMS confirma 5 dos 8 casos suspeitos de hantavírus em cruzeiro
Três passageiros morreram em meio ao surto em um cruzeiro que partiu da Argentina no início de abril
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou cinco dos oito casos suspeitos de hantavírus identificados em um cruzeiro que partiu da Argentina no início de abril. Até o momento, três passageiros morreram em meio ao surto, que mobilizou autoridades sanitárias internacionais e levou especialistas da entidade a acompanhar a embarcação até sua chegada a Tenerife, na Espanha.
Entre os casos confirmados estão um britânico de 69 anos, internado em uma UTI em Joanesburgo, na África do Sul, e uma passageira alemã que morreu ainda durante a viagem. Também morreram um homem e uma mulher holandeses. A OMS não informou quais outros pacientes tiveram diagnóstico confirmado.
O alerta aumentou após a revelação de que cerca de 40 passageiros desembarcaram na ilha de Santa Helena depois da primeira morte registrada no navio. Segundo o governo holandês, 29 deles não retornaram à embarcação e seguiram destinos ainda desconhecidos. O grupo inclui a viúva de um dos mortos.
Leia: Democratas pedem cautela sobre medida contra PCC e CV
Leia mais: Lula saiu da reunião com Trump falando em “amor à primeira vista”
Leia mais: Lula e Trump se reúnem na Casa Branca em agenda bilateral
A origem da contaminação ainda é investigada. Autoridades avaliam a hipótese de que a exposição ao hantavírus tenha ocorrido antes do embarque, possivelmente durante um voo em Joanesburgo. O hantavírus costuma ser transmitido pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados, e casos de transmissão entre pessoas são considerados raros.
Em coletiva nesta quinta-feira (7), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o risco para a população em geral permanece baixo, mas alertou para a possibilidade de novos diagnósticos devido ao longo período de incubação da doença.
A diretora do Departamento de Prevenção e Preparo para Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou que o episódio não representa o início de uma nova pandemia. Segundo ela, o surto está restrito ao navio e o hantavírus “não se espalha da mesma forma” que o coronavírus.