domingo, 8 de novembro de 2026
OPINIÃO

O que os candidatos ao governo de Goiás têm para convencer o eleitorado

Principais pré-candidatos ao Governo de Goiás são experientes na política e têm currículo para apresentar ao eleitor em busca de vaga no 2° turno

Nilson Gomespor em
candidatos
Pré-candidatos ao Governo de Goiás apostam em experiência política e padrinhos nacionais para conquistar espaço na disputa eleitoral Foto: Reprodução

Os quatro principais pré-candidatos a governar Goiás estão divididos em diversos grupos. Há os com e sem vice. De direita e de esquerda. Confirmados pelos partidos ou não. Mulher e homens. Uns conhecidos, outros nem tanto. Todos perderam e ganharam eleições, uns mais, outros menos. Filhos de políticos e de pessoas comuns. No poder e fora dele. Mas algo os une: as experiências nos Poderes Executivo e Legislativo. Portanto, têm de tudo, menos perfil de outsider. Ou novidade.

Experiência política marca disputa pelo Governo de Goiás

Daniel Vilela é o atual governador de Goiás. Foi vereador e conselheiro em Goiânia, deputado estadual e federal. Era o vice de Ronaldo Caiado, presidenciável do PSD. Seu pai, Maguito Vilela, é um dos maiores nomes da história do Estado, consideradas todas as áreas.

Marconi Perillo começou a carreira como assessor do governador Henrique Santillo, foi deputado estadual e federal, teve quatro mandatos de governador e meio mandato de senador. Seu pai era dono de bar.

Wilder Morais está no segundo mandato de senador, foi secretário de Infraestrutura de Marconi e de Indústria e Comércio com Caiado. Seu pai era lavrador e, depois, foi taxista.

Adriana Accorsi, novamente deputada federal, é delegada da Polícia Civil, corporação da qual foi diretora-geral. É filha de Darci Accorsi, que foi vereador e prefeito em Goiânia e deputado estadual.

Formação profissional e histórico político pesam na disputa

A formação de Daniel, Marconi e Adriana é em Direito. Wilder é engenheiro civil. Adriana foi advogada, e Wilder tem dezenas de empresas. Daniel e Marconi só tiveram cargos na política.

Os quatro têm certidão de nascimento em Goiás: Adriana em Itapuranga, Daniel em Jataí, Marconi em Palmeiras e Wilder em Taquaral, apesar de todos serem políticos goianienses.

São considerados políticos da nova geração, apesar de um quarentão (Daniel), dois cinquentões (Adriana e Wilder) e um sexagenário (Marconi).

Pautas e bandeiras começam a ganhar espaço

Se esses dados mais os aproximam do que os diferenciam, é necessário apresentar propostas. Pela tradição da família, Daniel faria um plano de governo mais voltado para o social. Por suas quatro temporadas no Palácio das Esmeraldas, Marconi se dedicaria às obras. Como vem da iniciativa privada, Wilder tende a gerar empregos de qualidade e incentivar o desenvolvimento por meio do trabalho, inclusive de pequenas e microempresas. Adriana, por ser delegada, teve cargos estaduais e municipais no setor de segurança pública. Sua pauta esperada seria o combate à criminalidade.

Apadrinhamento nacional deve influenciar campanha em Goiás

Pelas demonstrações vistas em eventos e nas mídias sociais, as bandeiras serão outras. Adriana e Wilder vão se valer de seus padrinhos em âmbito nacional, respectivamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Daniel defende o legado de seu antecessor, Ronaldo Caiado. Marconi se ancora no próprio desempenho nos períodos de 1999 a 2006 e de 2011 a 2018.

 

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