CLDF bate o martelo sobre novo comando do IgesDF; saiba quem
Nova gestora substitui Cleber Monteiro Fernandes e assume instituto em meio a cobranças por estabilidade administrativa, fortalecimento das equipes e melhoria na assistência da rede pública
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o nome de Eliane Souza de Abreu para a presidência do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela administração do Hospital de Base, Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Hospital Cidade do Sol e das 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do DF.
A indicação foi feita pela governadora Celina Leão após a saída de Cleber Monteiro Fernandes do comando do instituto. Delegado aposentado, Cleber ocupava o cargo desde fevereiro de 2025, quando substituiu Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, atual secretário de Saúde do DF.
Segundo o Governo do Distrito Federal, a mudança faz parte de uma reorganização administrativa na área da saúde e busca reforçar o perfil técnico da gestão do instituto, em um momento de pressão sobre a rede pública e cobranças relacionadas à assistência hospitalar, filas e déficit de profissionais.

A aprovação de Eliane ocorreu após audiência pública realizada pela Comissão de Saúde da CLDF, justamente no Dia Internacional da Enfermagem: data simbólica para a nova presidente, que construiu carreira na assistência hospitalar e na gestão de unidades de alta complexidade.
Durante a sabatina, deputados distritais questionaram a futura gestora sobre temas considerados prioritários para o IgesDF, como continuidade administrativa, redução da rotatividade de dirigentes, valorização das equipes de saúde e melhoria no atendimento à população. A presidente da Comissão de Saúde, Dayse Amarilio, participou da condução da audiência ao lado dos deputados Pastor Daniel de Castro e Martins Machado.
Aproximação com linha de frente, reforça nova gestora
Ao responder aos parlamentares, Eliane afirmou que pretende implementar uma gestão baseada em presença constante nas unidades, fortalecimento da governança clínica e aproximação com os profissionais da linha de frente. “A minha gestão será marcada por fazer o que precisa ser feito. A saúde pública exige fortalecimento permanente e construção coletiva”, afirmou.

Ela também destacou que pretende manter atuação próxima da rotina hospitalar. “Não se faz gestão apenas atrás de uma mesa ou dentro de um gabinete. É nas unidades que vamos entender o que precisa ser aprimorado”, disse.
Outro tema debatido durante a audiência foi a experiência da nova presidente à frente do Hospital Regional de Santa Maria, unidade administrada pelo próprio IgesDF. Segundo ela, os desafios enfrentados na gestão do hospital ajudaram a desenvolver uma visão prática sobre assistência hospitalar, eficiência operacional e organização de equipes.
“Santa Maria me fez crescer porque me desafiou muito. Todos os dias eu aceitei o desafio de ser melhor”, declarou.
Ao longo da sabatina, Eliane também reforçou a importância da valorização dos profissionais da saúde e do fortalecimento da comunicação interna dentro do instituto. “A gente não pode avançar nos processos de gestão e esquecer que quem entrega os resultados são as pessoas”, afirmou.
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Experiência
Com trajetória ligada à gestão hospitalar, supervisão de UTIs e implantação de indicadores de qualidade, Eliane Souza de Abreu atuou em hospitais públicos e privados do Distrito Federal, além de liderar projetos voltados à melhoria contínua, segurança do paciente e eficiência operacional.
O IgesDF administra algumas das principais estruturas da saúde pública do DF e enfrenta desafios históricos relacionados à superlotação, tempo de espera por atendimento, déficit de profissionais e necessidade de modernização da gestão hospitalar.
Ao final da sessão, parlamentares destacaram a necessidade de estabilidade administrativa e fortalecimento das equipes para melhorar a assistência à população. Após a aprovação do nome, Eliane afirmou que assume a presidência do instituto com foco no fortalecimento da saúde pública e na melhoria dos serviços prestados.
“A saúde pública exige coragem, compromisso e capacidade de transformação. É com esse propósito que iniciamos este novo ciclo”, finalizou.