Operação Destroyer: fase 6 bloqueia R$ 103 milhões após sequência de ofensivas contra o crime organizado em Goiás
Polícia Civil cumpre prisões e mira estrutura financeira do crime organizado em Caldas Novas; fases anteriores da operação já atingiram grupos ligados ao tráfico, lavagem de dinheiro e “tribunal do crime”
A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quarta-feira (13), a fase 6 da Operação Destroyer, batizada de “Pirâmide Vermelha”, em mais uma ofensiva contra facções criminosas com atuação no estado. A ação é coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) e cumpre 10 mandados de prisão temporária, além de sete mandados de busca e apreensão em Caldas Novas.
Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 103 milhões em bens e valores ligados aos investigados. Segundo a Polícia Civil, a medida busca atingir diretamente a estrutura financeira das organizações criminosas, enfraquecendo a capacidade de atuação e expansão dos grupos investigados.
De acordo com as investigações, os suspeitos seriam ligados a facções envolvidas principalmente com tráfico de drogas, movimentação financeira ilícita e lavagem de dinheiro. A nova fase da operação faz parte de uma série de ações contínuas da PCGO para combater o avanço do crime organizado em Goiás.
Fase 5 mirou braço de facção carioca em Goiás
A fase 6 acontece poucos dias após a deflagração da fase 5 da Operação Destroyer, chamada de “Overwatch”, realizada no último dia 6 pela Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Na ocasião, mais de 140 policiais civis cumpriram dezenas de mandados de prisão e busca em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Bonfinópolis, Jataí e Porangatu. As investigações apontaram a atuação de um braço de uma facção criminosa originária do Rio de Janeiro que tentava se consolidar em Goiás.
Segundo a Draco, o grupo atuava no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas e até em ordens relacionadas a sequestros e punições promovidas no chamado “tribunal do crime”. A polícia também identificou um líder regional responsável por distribuir drogas, repassar ordens da facção e coordenar outros integrantes da organização.
Ainda conforme as investigações, familiares do suspeito também seriam usados para ocultar valores obtidos de forma ilegal. Durante a operação, 10 pessoas foram presas por suspeita de participação na estrutura criminosa.
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Fase 4 teve mais de 60 prisões e atuação interestadual
Já a fase 4 da Operação Destroyer, denominada “Ruptura”, foi realizada em janeiro deste ano pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Rio Verde. Naquela etapa, a Polícia Civil desarticulou uma organização criminosa com atuação interestadual e forte presença em Goiás. As investigações revelaram uma estrutura hierarquizada, divisão de tarefas e atuação violenta do grupo, que além do tráfico de drogas também estaria envolvido em homicídios, tortura, sequestro e lavagem de capitais.
A operação cumpriu 61 mandados de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão em cidades goianas, além de ações no Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 10,5 milhões em bens dos investigados.
Na época, a ação contou com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), uso de equipes táticas especializadas e do helicóptero Escorpião 01 para suporte aéreo.
Com a nova fase da Destroyer, a Polícia Civil reforça a estratégia de atingir não apenas integrantes das facções, mas também as estruturas financeiras que sustentam o crime organizado em Goiás.